Em homenagem a Jorge Blau
Não consigo acreditar em quem escolhe não se esforçar para fazer a diferença. Tentar ser igual aos outros é, no fundo, desistir de si mesmo, é abrir mão da própria essência, daquilo que nos torna únicos. Os verdadeiros vencedores não são apenas aqueles que alcançam resultados, mas aqueles que deixam marcas, que transformam, que fazem sentir a sua presença no mundo. Quem não se permite isso acaba se perdendo na própria insignificância.
Fazer a diferença é se recusar a ser indiferente diante das injustiças. É ter coragem quando tudo parece impossível. É agir com autenticidade, mesmo quando o caminho é solitário. É deixar marcas que toquem, que inspirem, que permaneçam. É romper com a monotonia, desafiar o comum, surpreender, emocionar, superar, sempre.
Fazer a diferença é também saber o momento de levantar a voz. É sentir, no mais íntimo, quando o silêncio já não é uma opção. É gritar, seja para alertar, seja para encorajar, mesmo correndo o risco de não ser compreendido. Porque há verdades que não podem ser caladas.
Aqueles que fazem a diferença não apenas conquistam, eles encantam, inspiram, transformam vidas ao seu redor. Mas tudo começa de dentro: nasce da confiança em si mesmo, da coragem de acreditar no próprio valor, do reconhecimento das próprias forças.
E fazer a diferença não exige grandeza extraordinária. Muitas vezes, ela está nos gestos simples, quase invisíveis, mas carregados de intenção e verdade. Está em oferecer o melhor de si e, ao mesmo tempo, enxergar e valorizar o melhor no outro. Porque quando tocamos a vida de alguém, somos também profundamente transformados.
O mundo muda a cada instante porque existem pessoas que se recusam a ser apenas mais uma. Pessoas que ousam, que sentem, que agem. Pessoas que fazem a diferença.
E enquanto eu busco ser uma delas, também me aproximo daqueles que despertam algo em mim, daqueles que, de alguma forma, fazem diferença na minha própria história.
Rui Leitão
Escrevi esse texto há dois anos e decidi republicá-lo hoje como homenagem a um dos grandes profissionais do rádio Paraibano: Jorge Blau.
Na tarde de ontem a crônica esportiva paraibana perdeu alguém que soube fazer a diferença: Oferecia, sempre, o melhor de sii mesmo em tudo o que fazia, porque tinha consciência do seu próprio valor. Enquanto esteve conosco, ele agia com autenticidade, deixando marcas que nos servirão de inspiração. Suas narrações nas partidas de futebol transmitiam emoção e alegria. Vai deixar saudades.
A Tabajara perdeu um dos seus mais competentes e dedicados profissionais. Que Deus o acolha em seus braços, meu amigo Jorge Blau.