O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, utilizou as redes sociais para defender a idoneidade metodológica de seu instituto e rebatou os questionamentos jurídicos levantados pelo Partido Liberal (PL). Segundo o executivo, os resultados do mais recente levantamento do instituto Quaest — que apontam uma desvantagem ampliada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual cenário de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — servem como prova cabal de que os números anteriores da AtlasIntel refletiam fielmente o humor do eleitorado, e não um suposto viés de indução no questionário.
“A pesquisa Quaest veio pior para Flávio Bolsonaro do que a pesquisa Atlas. Mais uma comprovação de que a tese de contágio por viés de questionário ou teste posterior de vídeo não se sustenta. Melhor do que brigar com a realidade seria melhorar a campanha”, disparou Andrei Roman.
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O embate jurídico no TSE e o estopim da crise
A controvérsia ganhou tração após o PL acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para suspender a divulgação de um estudo da AtlasIntel. A legenda liderada pelos Bolsonaro argumentou que a ordem das perguntas teria condicionado as respostas dos entrevistados.
O principal ponto de discórdia aceito de forma liminar pelo ministro Kássio Nunes Marques foi a inclusão de referências a um áudio vazado. Na gravação, o senador fluminense comenta sobre repasses financeiros para a produção de Dark Horse, um filme biográfico focado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. O PL sustentou que expor o eleitor ao tema antes da pergunta eleitoral inflou artificialmente a rejeição do parlamentar.
A AtlasIntel contesta a versão da sigla de forma veemente, garantindo que o áudio em questão não foi reproduzido de maneira prévia à aplicação das perguntas principais. Atualmente, o levantamento segue fora de circulação por força da liminar de Nunes Marques. O julgamento do mérito no plenário do TSE foi interrompido nesta semana após um pedido de vista da ministra Estela Aranha.
Números da Quaest
Contratada pela Genial Investimentos, a rodada da Quaest realizada entre os dias 5 e 8 de junho de 2026 trouxe dados que, na visão de Roman, enfraquecem a tese de “erro técnico” da AtlasIntel e desenham um cenário de desgaste real para o pré-candidato do PL.
No principal cenário de segundo turno, o presidente Lula aparece com 44% das intenções de voto, abrindo uma vantagem de seis pontos sobre Flávio Bolsonaro, que pontuou 38%. O resultado mostra uma oscilação negativa para a oposição: o atual mandatário avançou dois pontos percentuais em relação à rodada anterior, enquanto o senador recuou três pontos.
