PF apura possível rota usada por família de Flávio Bolsonaro para deixar o Brasil

Investigação busca esclarecer deslocamento de Fernanda Bolsonaro e das duas filhas do senador; aeronave suspeita fez parada rápida no Paraná antes de voltar a Brasília

Acompanhado da família e aliados, Flávio Bolsonaro vota no Rio de Janeiro; candidato é recebido com gritos de “Lula” e “Ana Clara”
(Foto: Reprodução)

A Polícia Federal investiga se a esposa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas do casal utilizaram um avião particular para chegar à região de fronteira entre Brasil e Argentina. A suspeita é de que elas tenham feito o trajeto em uma aeronave diferente daquela que transportou o senador para fora do país.

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A informação foi divulgada pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles. De acordo com a apuração, os investigadores analisam um voo que partiu de Brasília na manhã de 27 de outubro, pousou em Cascavel, no oeste do Paraná, e retornou à capital federal pouco tempo depois.

O avião teria decolado por volta das 10h e chegado a Cascavel antes do meio-dia. A parada durou aproximadamente 25 minutos, já que a aeronave iniciou a viagem de volta às 12h18. A movimentação passou a ser considerada pelos investigadores como uma possível etapa do deslocamento dos familiares do senador.

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Senador teria embarcado em aeronave diferente

Enquanto o voo atribuído à esposa e às filhas é analisado, a PF também apura a viagem realizada pelo próprio Flávio Bolsonaro. A suspeita é de que o senador tenha deixado Brasília em outro jato, pertencente a uma empresa relacionada ao advogado Willer Tomaz, que mantém amizade com o parlamentar.

A linha investigativa considera que os deslocamentos teriam ocorrido separadamente até o encontro da família em Puerto Iguazú, cidade argentina próxima à fronteira brasileira.

Depois da reunião no país vizinho, os familiares teriam seguido juntos em outro voo com destino aos Estados Unidos.

Viagem ocorreu apesar de restrição judicial ao senador

A saída do Brasil também é investigada por envolver uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão proibia Flávio Bolsonaro de deixar o país e determinava a entrega de seus passaportes.

A restrição, entretanto, não se estendia à esposa e às filhas do senador, que não tinham impedimentos judiciais para viajar ao exterior.

SESI FIEP PB

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