A Justiça da Paraíba manteve, na tarde desta quinta-feira (17), a prisão preventiva de Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio da Pixbet, após audiência de custódia. O empresário foi preso pela Polícia Federal durante a segunda fase da Operação Arena, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crimes contra a ordem tributária e financeira.
Tadeu Dantas foi localizado em Jacumã, no município de Conde, no Litoral Sul da Paraíba. O mandado de prisão preventiva havia sido expedido para cumprimento em Campina Grande, mas o empresário não foi encontrado na cidade.
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Operação cumpriu buscas em João Pessoa e Campina Grande
Além da prisão preventiva, a Polícia Federal cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e adotou medidas de sequestro de bens em João Pessoa e Campina Grande. A segunda fase da Operação Arena foi deflagrada nesta quinta-feira (17).
A investigação apura possíveis crimes relacionados à movimentação e ocultação de recursos provenientes de jogos de azar e apostas esportivas. Entre os delitos investigados estão lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crimes contra a ordem tributária e financeira.
Segundo as investigações, as movimentações financeiras sob apuração ultrapassaram R$ 2 bilhões entre 2022 e 2025. A apuração também examina estruturas empresariais e operações financeiras que teriam sido utilizadas para movimentar recursos no Brasil e no exterior.
Pixbet já havia sido alvo da primeira fase
A Pixbet esteve entre os alvos da primeira fase da Operação Arena, deflagrada em agosto. Na ocasião, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, além de medidas de quebra de sigilos e sequestro de bens.
O empresário Ernildo Júnior, apontado como proprietário da empresa e primo de Tadeu Dantas, também foi alvo da primeira etapa da investigação.
A Polícia Federal apura se estruturas ligadas à empresa teriam sido utilizadas para ocultar a origem ou o destino de recursos provenientes de apostas esportivas e jogos de azar. As suspeitas ainda são objeto de investigação.
Investigação continua
Com a manutenção da prisão preventiva, Tadeu Dantas permanece detido enquanto as investigações avançam. A defesa da Pixbet foi procurada por veículos que acompanham o caso, mas não havia apresentado manifestação pública até as últimas atualizações divulgadas nesta quinta-feira.
A segunda fase da Operação Arena deverá aprofundar a análise dos documentos e materiais apreendidos nas buscas realizadas em João Pessoa e Campina Grande.
