WS: O modelo de disputa na Paraíba é afetado pelos debates; Lucas insiste no futuro, mas pauta de Cícero e Efraim coloca-o em desconforto com presente e passado

Lucas Ribeiro, Cícero Lucena e Efraim Filho durante debate político na Paraíba

O debate da BAND/TV ARAPUAN liderado pelo multimídia Luís Torres neste domingo produziu um retrato 3 x 4 da realidade política atual na Paraíba à base de uma tática já constatada de conflitos de interesse na formulação de narrativas entre os três principais candidatos.

Ficou muito claro que enquanto o candidato Lucas Ribeiro insistiu em querer pautar sempre o futuro, os dois outros concorrentes, Cícero Lucena e Efraim Filho pautaram as diversas inserções / participações puxando o governista para pautas desconfortáveis, que não só tratando de conquistas de Governo.

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Os opositores inseriram na cena quem Lucas faz de tudo para não atrair ou se envolver, que é a participação determinante do tio e principal avalista Aguinaldo Ribeiro chegando ao ponto de Efraim, por exemplo, acusar Lucas de ser do Grupo da Várzea nominalmente chegando a citar a morte da sindicalista Margarida Maria Alves.

FUTURO E PASSADO

Lucas Ribeiro insiste por vários fatores em querer tratar de futuro a partir do saldo de governo atual ao acusar Cícero de Atraso e Efraim de extremismo, só que os opositores insistem em querer saber das ações inéditas e exclusivas de autoria do candidato, só que não tem como não debater o presente sem imersão do passado recente.

Ele próprio concluiu sua participação tratando seus debatedores com pecha de atraso e extremismo, mas vai precisar conviver com a desvantagem numérica nos debates, até por Cícero e Efraim terem experiência. Lucas quis até desqualificar essa parte do senador, mas precisou ouvir calado quando o parlamentar pontuou emendas para a segurança do Estado e opinou criticamente sobre a segurança.

DESCONFORTO

Lucas saiu do debate sem explicar direito a nomeação de 140 servidores no último tempo de nomeação em junho com vencimentos acima de R$ 14 mil enquanto seus debatedores acusaram o governo de não nomear os professores concursados e enfrentar atrasos
no pagamento de vigilantes, etc.

Já Cícero insistiu em pontuar conquistas na educação, ciência e tecnologia, etc fazendo – o se auto denominar mais experiente para resolver os dramas de futuro da sociedade.

Aliás, não caiu bem a menção a Cícero de não dormir tranquilo “temendo a PF” ao ter como resposta a veiculação de notícia com imagem do candidato governista com traficante em Itabaiana.

Em síntese, o debate trouxe sinais de que nos próximos embates o nível deva cair mais ainda com acusações, a exemplo do envolvimento de secretários de governo com desvios de dinheiro sem atitude firme do governo em punir ou reparar, segundo Efraim.

É preciso, por fim, reconhecer a performance de Lucas, mesmo diante de tantas narrativas de dissabores.

Eis o resumo da ópera.

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