Renda na Paraíba bate recorde histórico, mas estado ainda tem 9º menor rendimento do país e desigualdade aumenta

Foto: Reprodução

A renda média do paraibano alcançou o maior patamar da série histórica em 2025, mas o estado ainda permanece entre os menores rendimentos do Brasil. Dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (8) mostram que o rendimento domiciliar per capita da Paraíba chegou a R$ 1.542, crescimento de 6,9% em relação a 2024. Apesar da alta, o valor segue como o nono menor entre os estados brasileiros.

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As informações fazem parte do módulo Rendimento de Todas as Fontes da PNAD Contínua. O levantamento aponta que o avanço da renda foi impulsionado principalmente pelo aumento dos ganhos provenientes do trabalho, enquanto a desigualdade social voltou a crescer levemente no estado.

Renda da Paraíba atinge maior valor da série histórica

O resultado de 2025 representa o maior valor já registrado desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Naquele ano, o rendimento médio per capita na Paraíba era de R$ 1.067. O crescimento acumulado no período chegou a 44,5%.

A trajetória da renda no estado, porém, foi marcada por oscilações ao longo da última década. Entre 2012 e 2019, houve crescimento gradual até atingir R$ 1.237.

Com os efeitos da pandemia da Covid-19, o rendimento caiu em 2020 e 2021, chegando a R$ 1.094, segundo menor índice da série histórica. A recuperação começou em 2022 e se manteve nos anos seguintes, apesar de uma leve retração em 2024.

Paraíba segue abaixo da média nacional

Mesmo com o avanço, a renda paraibana continua distante da média nacional. O rendimento médio domiciliar per capita do Brasil foi estimado em R$ 2.264 em 2025.

No Nordeste, a média ficou em R$ 1.470, abaixo da registrada na Paraíba.

Trabalho concentra maior parte da renda das famílias

Segundo o IBGE, a renda do trabalho voltou a ganhar peso no orçamento das famílias paraibanas. Em 2025, os ganhos provenientes do trabalho responderam por 68,3% da composição do rendimento domiciliar, percentual próximo dos maiores níveis já registrados no estado, observados em 2014 e 2015.

Já os rendimentos vindos de outras fontes representaram 31,7% da renda total. Nesse grupo, aposentadorias e pensões responderam por 19,9%, enquanto programas sociais do governo corresponderam a 8,4%.

Massa de rendimento cresce e desigualdade aumenta

Outro indicador que atingiu recorde foi a massa de rendimento domiciliar per capita da Paraíba, que somou R$ 6,4 bilhões em 2025. O valor representa crescimento de 7,5% em relação ao ano anterior e supera em 28,6% o resultado de 2019.

Por outro lado, o levantamento também mostrou aumento na desigualdade de renda no estado. O Índice de Gini da Paraíba passou de 0,496 em 2024 para 0,507 em 2025.

Apesar da alta, o estado deixou de ter a sexta maior desigualdade do país e passou para a nona posição no ranking nacional.

O índice paraibano ficou abaixo da média brasileira, calculada em 0,511, mas acima da média do Nordeste, que foi de 0,503.

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