A Polícia Civil confirmou, neste domingo (19), a prisão do empresário Josevan Rodrigues Ferreira, que pilotava o helicóptero acidentado no último sábado (18) em Campina Grande. De acordo com as investigações, o condutor não possuía a habilitação necessária para operar a aeronave e estava com o Certificado Médico Aeronáutico (CMA) fora da validade.
O piloto chegou a prestar depoimento após receber uma primeira alta hospitalar no sábado, optando por permanecer em silêncio durante o interrogatório. No entanto, devido à necessidade de novos atendimentos médicos, ele retornou ao Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, onde permanece internado sob custódia policial.
No momento da queda, ocorrida logo após a decolagem no bairro do Mirante, quatro pessoas estavam a bordo o piloto, Josevan Rodrigues Ferreira; Josean Rodrigues Ferreira (irmão gêmeo do piloto); Lamartynne Oliveira (proprietário da aeronave); uma criança de 9 anos.
Com exceção da criança, os adultos foram levados ao hospital após o impacto. Os passageiros receberam alta ainda na noite de sábado e não precisaram de novos atendimentos.
A Polícia Civil enquadrou o condutor pelo crime de atentado contra a segurança de transporte aéreo. O delegado Rodrigo Monteiro informou que a audiência de custódia deve ser realizada antes mesmo da alta hospitalar do suspeito.
Paralelamente à esfera criminal, a Força Aérea Brasileira (FAB) iniciou a investigação técnica para determinar as causas da queda. Investigadores coletaram dados no local e preservaram elementos da aeronave para perícia. Relatos preliminares do Corpo de Bombeiros indicam que o helicóptero, que vinha de João Pessoa e parou para abastecer em Campina Grande, teria perdido potência no motor durante a decolagem.
Até o momento, a defesa de Josevan Rodrigues Ferreira não emitiu um posicionamento oficial sobre a prisão ou as irregularidades apontadas pela polícia.