O coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba, Octávio Paulo Neto, afirmou que a cidade de Cabedelo vive uma situação muito singular em relação ao restante do cotidiano paraibano de enfrentamento às facções criminosas. Em entrevista concedida após a deflagração da Operação Cítrico, conduzida pela Polícia Federal em Parceria com o Ministério Público estadual, por meio do Gaeco e pela Controladoria-Geral da União, o promotor afirmou que Cabedelo vive uma realidade gerada pela dominação territorial de uma determinada facção sobre regiões periféricas do município.
Conforme o promotor, o principal papel do Ministério Público atualmente é o de “fazer caber no processo quem se acha grande demais”. Segundo Octávio, a investigação consegue demonstrar de forma satisfatória o envolvimento das facções criminosas com pessoas que ocupam cargos públicos na cidade.
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Empresas atuavam como “entrepostos”, diz Gaeco
Ainda segundo Paulo Neto, a contratação de empresas na cidade se dava para que as terceirizadas atuassem como “entrepostos” entre as gestões investigadas e as facções criminosas que desempenham domínio territorial na cidade., O coordenador do Gaeco explica que essa função de entreposto destas empresas foi o que gerou um ambiente favorável ao estabelecimento mais profundo destes grupos criminosos na sociedade paraibana e também em outros estados como o Rio de Janeiro.
“Esse entreposto, na verdade, possibilitou recursos aos faccionados para que eles se enraizassem no município de Cabedelo e também nos morros cariocas e permitiu a expansão dessa facção não só em Cabedelo como no estado da Paraíba, o que é inadmissível”, afirmou o promotor.
Atuação conjunta seguirá no combate às facções
Conforme o promotor, o Gaeco seguirá atuando no combate à atuação destas organizações criminosas como também a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União afim de coibir o crescimento destes grupos e buscar sufocar seus pontos de domínio em todo o estado.