Presos desde agosto de 2025 na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, em João Pessoa, o influenciador Hytalo Santos e seu marido, Israel Vicente, participaram de uma atividade de produção de poemas destinada a pessoas privadas de liberdade da comunidade LGBTQIA+. Os dois foram condenados por produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes na internet.
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A atividade ocorreu na tarde de terça-feira (27) e reuniu 15 internos da ala LGBTQIA+ da unidade prisional, conforme informou ao g1 o diretor da penitenciária, Gleyson Rogério.
A iniciativa integra o projeto de extensão universitária “Vivências poéticas: direito a cultura e cidadania para pessoas trans e travestis em privação de liberdade”, desenvolvido pelo curso de Direito da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
Durante o encontro, os participantes escreveram poemas relacionados às experiências vividas no período de encarceramento.
Segundo Gleyson Rogério, a atividade foi oferecida aos internos da ala LGBTQIA+ e não teve caráter exclusivo para Hytalo Santos e Israel Vicente.
O diretor também afirmou que o influenciador não recebe tratamento diferenciado dentro da penitenciária. Ele acrescentou que outros pavilhões da unidade prisional também contam com projetos voltados à ressocialização.
Hytalo e Israel estão custodiados no estabelecimento desde 28 de agosto de 2025.
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Investigação
As denúncias envolvendo Hytalo Santos começaram a ser investigadas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) antes de o caso alcançar repercussão nacional.
Em 17 de dezembro de 2024, o órgão informou que apurava suspeitas de exploração de crianças e adolescentes em conteúdos divulgados nas redes sociais do influenciador.
Natural de Cajazeiras, no Sertão paraibano, Hytalo acumulava aproximadamente 16,9 milhões de seguidores em um de seus perfis à época das investigações.
O Ministério Público buscava esclarecer as circunstâncias da participação de menores de idade nas produções publicadas pelo influenciador.
Quando as suspeitas vieram a público, Hytalo divulgou vídeos negando irregularidades e afirmou manter uma relação de proximidade com os adolescentes que frequentavam sua residência, chamados por ele de “crias”.