O Ministério dos Transportes estruturou uma carteira de investimentos que visa reativar cerca de 10 mil quilômetros de ferrovias que atualmente estão sem uso, paralisadas ou devolvidas à União em todo o país. O ramal que conecta o município de Campina Grande ao Porto de Cabedelo foi incluído na seleção oficial do programa.
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A mecânica desenhada pelo Governo Federal prevê a abertura de chamamentos públicos. Por meio desse instrumento, grupos privados poderão obter autorização para reformar a infraestrutura e explorar os trajetos de forma comercial.
O modelo de negócios permite que os projetos sejam financiados inteiramente por entes privados ou contem com o aporte complementar de verbas do Tesouro Nacional. Para os trechos em que a presença financeira do Estado for indispensável, o Ministério adotará um certame simplificado, de forma que a empresa que solicitar o menor valor de recurso público para viabilizar as intervenções ficará com o contrato.
A modelagem jurídica e econômica da iniciativa foi aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no mês de agosto, liberando o Governo para expandir a metodologia aos demais corredores do país. A eventual recuperação da via entre a Rainha do Borborema e o terminal portuário de Cabedelo é vista por analistas do setor produtivo como uma alternativa crucial para aliviar o tráfego rodoviário na BR-230 e baratear o custo do escoamento de mercadorias no estado.