Jornalista atribui ao ChatGPT erros em carta de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro, candidato derrotado à Presidência da República / Crédito: Charles Vieira
Flávio Bolsonaro, candidato derrotado à Presidência da República / Crédito: Charles Vieira Flávio Bolsonaro, candidato derrotado à Presidência da República / Crédito: Charles Vieira

O jornalista Paulo Figueiredo afirmou nesta quinta-feira (29) que o ChatGPT teria sido responsável por dois erros em uma carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), na qual o parlamentar contesta o resultado das eleições presidenciais e reivindica a continuidade de sua liderança política. Segundo Figueiredo, a ferramenta de inteligência artificial teria contribuído para a inclusão de um brasão antigo da República, com a grafia “Brazil”, e para a recuperação de uma versão anterior do texto, na qual Flávio se apresentava como o verdadeiro “presidente eleito”.

Siga o canal do WSCOM no Whatsapp 

Entre no nosso grupo e saiba tudo em primeira mão

A explicação foi publicada por Figueiredo em seu perfil na rede social X, após a circulação de versões diferentes do documento. A primeira versão foi apagada e substituída por outra, na qual a expressão “presidente eleito” deu lugar a “líder do Brasil”.

Jornalista aponta dois erros na carta

De acordo com Paulo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro (PL) pediu ao ChatGPT que inserisse o brasão da República no documento depois que as primeiras versões do texto haviam sido concluídas.

🗳️ Acompanhe a política de perto.

Receba as principais notícias de política do WSCOM diretamente no seu e-mail.

📩 Cadastre-se gratuitamente e receba o resumo diário do WSCOM às 19h no seu e-mail.

“Primeiro, o brasão antigo. Com as primeiras versões do texto finalizadas, o @BolsonaroSP pediu ao ChatGPT que inserisse o brasão da República. Por que o ChatGPT escolheu um brasão antigo da época em que Brasil se escrevia com Z, eu não sei. Mas nós achamos muito engraçado”, afirmou.

O segundo problema, segundo o jornalista, envolveu a inclusão de um trecho de uma versão anterior da carta.

“O segundo erro foi que, ao gerar o documento, a IA acabou incluindo uma versão anterior do texto, em que o Flávio se apresentava como o verdadeiro ‘presidente eleito’”, declarou.

A explicação sobre a participação da inteligência artificial foi apresentada pelo próprio Figueiredo. A circulação de diferentes versões, por si só, não comprova que a ferramenta tenha recuperado automaticamente um texto anterior.

Versão final substituiu expressão sobre Presidência

Figueiredo reconheceu que a carta passou por diferentes etapas de elaboração, com contribuições de mais de uma pessoa.

“Como vocês devem imaginar, uma carta que expressa uma realidade tão complexa passa por várias versões, com a contribuição intelectual de mais de uma pessoa. A versão final fala em ‘verdadeiro líder’ por duas razões”, escreveu.

Segundo ele, a escolha da expressão “verdadeiro líder” teria sido motivada por questões jurídicas e pela intenção de transmitir uma mensagem de continuidade política.

“Primeiro, porque descreve com mais precisão a situação jurídica”, afirmou.

Em seguida, o jornalista argumentou que a palavra liderança representaria o papel político que Flávio pretende exercer.

“Segundo, porque liderança carrega um valor MORAL, que traduz o sentido desejado pelo Flávio. A liderança não se exerce com a caneta, e sim com o exemplo. E traz consigo um recado muito claro, inclusive a eventuais usurpadores: a liderança do movimento continuará sendo exercida”, acrescentou.

Carta foi distribuída à imprensa antes das correções

Paulo Figueiredo também relatou que recebeu autorização para divulgar o documento à imprensa e publicá-lo em seu perfil no X. Segundo ele, os problemas foram identificados posteriormente, levando à substituição do brasão e à correção do texto.

“Quando me mandaram a versão tida como final, perguntei se podia distribuir para a imprensa e me deram o ok. Assim o fiz e publiquei no meu X. Pouco depois percebemos os equívocos e corrigimos: primeiro o brasão, depois o texto. Para evitar conflito de versões, deixamos inclusive que o próprio Flávio tuitasse a versão corrigida. Nada demais”, relatou.

O episódio ganhou repercussão devido à diferença entre as versões e ao conteúdo político da carta. Na primeira redação divulgada, Flávio se apresentava como o verdadeiro “presidente eleito”. Na versão corrigida, a mensagem passou a destacar sua condição de liderança política.

Flávio mantém contestação do resultado eleitoral

Na manifestação, Flávio Bolsonaro sustenta que as eleições foram ilegítimas, afirma não reconhecer o resultado e diz que continuará atuando politicamente para, segundo suas palavras, restaurar a democracia no Brasil.

Essas declarações representam a posição do senador e não alteram, por si só, o resultado oficial proclamado pela Justiça Eleitoral.

Ao comentar a repercussão, Figueiredo minimizou a importância das alterações e afirmou que o conteúdo central da mensagem teria sido preservado.

“No fim, o essencial está expresso com precisão pelo Flávio: estas eleições foram ilegítimas, ele não reconhece o resultado e continuará lutando para restaurar a democracia no Brasil. O resto é fetiche da imprensa”, concluiu.

Mais Posts

Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de Privacidade – Termos de Uso