Menos de 24 horas após declarar que acionaria a Justiça para anular o resultado do segundo turno das Eleições 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou atrás e desistiu de contestar judicialmente a vitória do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A mudança na postura do candidato derrotado foi costurada por governadores, senadores e integrantes de sua própria assessoria jurídica, que alertaram para a fragilidade de provas e os elevados custos políticos e institucionais da iniciativa.
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De acordo com bastidores apurados pela imprensa nacional, as articulações para impedir a contestação da apuração contaram com a participação direta do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Aliados enfatizaram que a tese de invalidação não encontraria respaldo técnico nem receptividade no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou no Supremo Tribunal Federal (STF), servindo apenas para desgastar o capital de quase 60 milhões de votos acumulado pelo parlamentar no pleito.
Durante as reuniões que firmaram o recuo, lideranças políticas decidiram que o resultado das urnas precisa ser tratado como “página virada” para resguardar a liderança do senador na oposição para os próximos anos. Insistir em questionar a integridade das urnas eletrônicas e do rito eleitoral foi apontado como um passo em falso que isolaria a candidatura perante a opinião pública e o mercado financeiro.
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Apesar da desistência em anular a votação como um todo, a campanha de Flávio Bolsonaro não abandonará os tribunais.A equipe jurídica do PL trabalha na elaboração de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) para apontar suposto abuso de poder econômico pela chapa do presidente Lula. O foco da peça jurídica será questionar anúncios de programas sociais e medidas econômicas promovidas pelo Governo Federal durante o período eleitoral, sob a alegação de uso eleitoreiro da máquina pública.
Diferente da tentativa de anulação do pleito, a Aije é um instrumento que exige a apresentação de provas concretas e a tramitação completa de defesa antes de qualquer deliberação sobre cassação de mandato ou inelegibilidade.

