O deputado estadual Felipe Leitão (MDB) afirmou nesta sexta-feira (2) que a investigação aberta pela Polícia Federal para apurar suspeitas de crimes eleitorais em Bayeux é uma tentativa da oposição de atingir sua candidatura. O parlamentar, que é marido da prefeita do município, disse respeitar o trabalho da PF e afirmou não ter receio das apurações.
“Isso é uma armação da oposição. É uma denúncia anônima, sem apresentação de uma única prova, sem um único fato concreto e que aparece justamente a dois dias da eleição. Querem criar uma narrativa para atingir a minha imagem e interferir na decisão do eleitor”, declarou
Em outro trecho do posicionamento enviado ao Portal MaisPB, Felipe Leitão afirmou que considera legítima a investigação, mas criticou o uso político das suspeitas.
“Quero que investiguem tudo. Não tenho absolutamente nada a temer. O que não aceito é que uma denúncia anônima, sem prova e sem fundamento apresentado até agora, seja utilizada politicamente para tentar destruir uma candidatura a 48 horas da eleição”, declarou.
Até o momento, a investigação não tem nenhum parlamentar como investigado. De acordo com as informações apresentadas, uma eventual apuração envolvendo deputado dependeria de decisão judicial em razão da prerrogativa de foro.
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O que a PF investiga
O inquérito policial foi instaurado pela Polícia Federal nesta sexta-feira para apurar suspeitas de compra de votos, coação de eleitores e uso indevido da estrutura pública em Bayeux para beneficiar a candidatura de Felipe Leitão.
A investigação teve origem em uma denúncia baseada em relatos recebidos pela Ouvidoria do Ministério Público da Paraíba (MPPB). A portaria menciona a suspeita de um possível acordo com traficantes por meio da Secretaria de Assistência Social do município.
Segundo trecho citado pela Promotora de Justiça Juliana Couto Ramos, a secretária da pasta teria feito acordos com traficantes nos bairros Mário Andreazza e São Lourenço. A denúncia também cita a vereadora Iara Caetano e o assessor conhecido como Netinho Motos como possíveis intermediários para direcionar votos ao candidato.
As suspeitas incluem ainda a possível distribuição de dinheiro e cestas básicas em comunidades, com participação de agentes públicos, vereadores e intermediários.
Denúncia cita dinheiro e cestas básicas
Outro relato incorporado à apuração menciona uma suposta promessa de entrega de cestas básicas e dinheiro em comunidades de Bayeux. A denúncia também aponta que Felipe Leitão teria prometido repasses financeiros a vereadores de sua base em troca de apoio político.
O dinheiro, segundo o relato, seria entregue ao contraventor e bicheiro conhecido como “Zezito da Banca”, que faria a distribuição aos vereadores.