Sede do PT em Campina Grande é atacada, e partido leva caso ao Ministério Público Eleitoral

Olímpio Rocha e Flávio Brasileiro se manifestaram após vandalização: "Ódio político não é salvo-conduto"

A sede do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) em Campina Grande foi alvo de um ataque na tarde desta terça-feira (8). Bandeiras da legenda foram rasgadas, fotografias e materiais com a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram destruídos, enquanto materiais de campanha que estavam no imóvel foram levados.

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O caso foi registrado na Polícia Civil pelo presidente municipal do PT, Pedro Neto, acompanhado do advogado Olímpio Rocha e do candidato a deputado estadual Flávio Brasileiro. A ocorrência deverá apurar possíveis crimes de dano e furto, além de eventuais consequências do episódio no âmbito eleitoral.

Para Olímpio, o episódio não deve ser tratado apenas como vandalismo.

“Rasgar bandeiras de um partido, destruir deliberadamente imagens do presidente Lula e retirar material de campanha de dentro de uma sede partidária não é manifestação política, é violência. É impossível aceitar que o ódio político que o bolsonarismo ajudou a disseminar e transformar em método de atuação continue produzindo esse tipo de episódio. Quem não suporta uma bandeira, uma fotografia ou a existência de um adversário político precisa aprender uma coisa elementar: democracia se enfrenta com voto, não com vandalismo.”

Caso será levado à Justiça Eleitoral

Além do registro policial, o advogado informou que o episódio será encaminhado ao Ministério Público Eleitoral. A intenção é verificar se a destruição de materiais políticos e de campanha configura alguma infração prevista na legislação eleitoral.

Também foi solicitado à Prefeitura de Campina Grande que, por meio da Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP), preserve e forneça as imagens das câmeras de videomonitoramento instaladas na rua e nas proximidades da sede petista.

As imagens são consideradas pela assessoria jurídica do partido um dos principais elementos para tentar identificar os responsáveis pelo ataque.

“Quem fez isso provavelmente imaginou que rasgaria algumas bandeiras, levaria material e o assunto terminaria ali. Não vai. Vamos acompanhar cada passo da investigação, buscar as imagens, cobrar a identificação dos responsáveis e provocar também o Ministério Público Eleitoral. Ódio político não é salvo-conduto para cometer crime.”, afirmou Olímpio.

Advogado fala em intimidação política

Olímpio também defendeu uma reação institucional diante de possíveis tentativas de intimidar integrantes do partido durante o processo eleitoral.

“Podem discordar do PT, podem fazer oposição a Lula, podem votar contra e podem protestar. O que ninguém pode fazer é substituir a política pela violência. Quando alguém precisa destruir a fotografia do adversário porque não consegue derrotar suas ideias democraticamente, já demonstrou muito sobre a própria concepção de democracia.”

A direção municipal do PT e a assessoria jurídica da legenda afirmaram que acompanharão a investigação policial e as medidas que serão adotadas perante a Justiça Eleitoral.

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