A possibilidade de uma atuação mais ampla da Polícia Federal (PF) na investigação sobre a produtora do filme Dark Horse ganhou força após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar os investigadores federais a consultar integralmente as provas apreendidas pela Polícia Civil de São Paulo. A informação foi divulgada pela jornalista Andréia Sadi, do g1.
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Além dos relatórios produzidos pela polícia paulista, poderão ser examinados pela PF os dados brutos extraídos das mídias apreendidas e os registros referentes à cadeia de custódia do material. A solicitação para acesso aos dados originais havia partido da própria Polícia Federal.
Com a autorização, os investigadores federais poderão produzir uma análise própria do conteúdo apreendido. Dessa forma, a atuação da PF não ficará limitada às interpretações ou conclusões apresentadas pela Polícia Civil de São Paulo.
Investigadores avaliam levar apuração para a esfera federal
O novo acesso às provas ocorre enquanto investigadores discutem a possibilidade de federalização das apurações relacionadas ao financiamento do filme.
Uma eventual mudança poderia resultar na concentração, no STF, de diferentes frentes do caso sob a relatoria de Dino. A iniciativa poderia ser provocada tanto por um pedido da PF quanto por uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Não há, entretanto, decisão tomada sobre uma eventual federalização. Segundo Andréia Sadi, a hipótese é considerada pelos investigadores, mas ainda não foi formalizada.
A obtenção dos dados originais também é vista, nos bastidores, como indicativo de questionamentos sobre a condução da investigação em São Paulo. Com acesso direto ao material, a PF poderá confrontar as informações disponíveis e chegar às próprias conclusões sobre as evidências.
A atuação da polícia paulista foi defendida publicamente pelo governador Tarcísio de Freitas. Ele afirmou que a determinação do Supremo será cumprida e que os documentos relacionados à organização investigada serão compartilhados. Tarcísio também rejeitou a avaliação de que a investigação tenha sido atrasada em São Paulo.
