O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou em entrevista à CBN que o partido recebeu como um “recado direto de rejeição” a decisão do grupo do governador Lucas Ribeiro (PP) de não incluir Rafaela Camaraense na composição da chapa para as eleições de 2026. Segundo Lupi, a legenda não apoia mais Lucas e agora discute lançar Rafaela como candidata ao Governo da Paraíba ou apoiar Cícero Lucena (MDB).
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Lupi afirmou que recebeu a decisão do anúncio de Lígia Feliciano (União) como vice “com tranquilidade”, mas avaliou que ela representa uma escolha do grupo governista de não contar com o PDT na composição eleitoral:
“Foi um recado direto de rejeição ao meu partido PDT”, declarou ao jornalista Felipe Nunes.
Segundo o dirigente, a indicação do nome de Lígia para a disputa não partiu de uma decisão da qual ele tenha participado diretamente. Ele afirmou que o partido agora deverá discutir internamente os próximos passos.
“A grande maioria decidiu não estar mais com o candidato Lucas”, declarou.
Entre as possibilidades colocadas por Lupi está o lançamento da própria Rafaela Camaraense como candidata ao Governo da Paraíba. A outra alternativa seria uma aliança com Cícero Lucena, candidato do MDB e adversário de Lucas na disputa.
Lupi destacou a relação que mantém com Cícero e classificou o prefeito de João Pessoa como “um grande quadro eleitoral na Paraíba”.
O presidente nacional do PDT também atribuiu ao grupo de Lucas a responsabilidade pelo rompimento político: “Eles que romperam com a gente quando simplesmente ignoraram um nome como o de Rafaela”,.
Lupi citou ainda o ditado “quando um não quer, dois não brigam” para resumir a nova posição do partido.
“Não querem, vamos seguir nosso caminho”, declarou.
Em maio, Lupi havia participado de evento do partido na Paraíba e defendido a manutenção da aliança com João Azevêdo e com Lucas Ribeiro.
Na ocasião, Lupi também havia defendido Rafaela como nome para integrar a chapa governista, argumentando que ela poderia complementar a composição.

