Flávio Bolsonaro chora e escreve carta ao lamentar veto a visita ao pai no Dia dos Pais

Flávio Bolsonaro chora e escreve carta

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, chorou neste domingo (9) ao falar sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impediu a visita dos filhos ao ex-presidente Jair Bolsonaro no Dia dos Pais.

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Durante uma transmissão ao vivo pelo Instagram, Flávio lamentou não poder encontrar o pai. Depois, publicou nas redes sociais uma carta que havia escrito para entregar ao ex-presidente. Inicialmente, o senador não divulgou o conteúdo completo da mensagem.

Na carta, Flávio criticou a decisão de Moraes.

“Proibir um filho de visitar o pai, ou o pai de dar um abraço nos filhos, no Dia dos Pais é desumano, é insano, é injusto, é triste…”, escreveu o senador.

A decisão de Moraes suspendeu por 30 dias as visitas a Jair Bolsonaro, com exceção dos encontros com advogados e médicos. A medida entrou em vigor no fim de julho.

Segundo as informações apresentadas na decisão, a restrição foi adotada depois que Jair Bolsonaro escreveu e assinou a chamada “Carta aos brasileiros”, posteriormente divulgada nas redes sociais. Para o ministro, a publicação contrariou a determinação que impedia o ex-presidente de se comunicar com apoiadores por meio dessas plataformas.

No caso de Flávio Bolsonaro, a proibição foi ampliada até o fim das eleições, fazendo com que o impedimento de visitas alcance 90 dias.

Outros filhos também estão impedidos

Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e Jair Renan Bolsonaro, vereador de Balneário Camboriú (SC), também não puderam visitar o pai neste domingo. A restrição para os dois, porém, é menor e as visitas poderão ser retomadas depois da segunda quinzena de agosto.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ex-deputado federal cassado, também não participou do encontro. Ele permanece nos Estados Unidos.

Segundo as informações fornecidas, Eduardo foi condenado por ministros do STF em 16 de junho a quatro anos de prisão por coação judicial, relacionada a tentativas de interferir no processo da trama golpista por meio de articulações com o governo de Donald Trump para a aplicação de sanções ao Brasil.

Prisão domiciliar

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por crimes contra a democracia e permanece em prisão domiciliar em um condomínio no Jardim Botânico, em Brasília.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha Laura e a enteada Letícia também vivem no imóvel. As visitas à residência estão submetidas às restrições determinadas por Alexandre de Moraes.

O ministro também foi relator da investigação sobre a trama golpista que resultou na condenação de Jair Bolsonaro e de outras 28 pessoas. O ex-presidente foi condenado por cinco crimes: golpe de Estado, liderança de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, dano contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

A pena aplicada a Jair Bolsonaro supera 27 anos de prisão.

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