Lei cria Programa Estadual da Educação Inclusiva Anticapacitista na Paraíba

Projeto passou pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência antes de ser aprovado em plenário.

Sede da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB)
Foto: Reprodução

A Paraíba passou a contar com o Programa Estadual da Educação Inclusiva Anticapacitista. A medida foi sancionada como Lei Ordinária nº 14.529, de 03 de junho de 2026, e publicada no Diário Oficial do Estado no último dia 6 de junho.

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A lei, de autoria do deputado estadual Sargento Neto, tem como objetivo promover a inclusão plena de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede pública de ensino.

O texto também estabelece o combate a práticas capacitistas e a garantia do direito à educação de qualidade.

Atuação da CDDPD

Antes de ser aprovado em plenário, o projeto passou pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). O colegiado analisou a proposta dentro da área temática voltada à proteção de direitos, acessibilidade e inclusão.

A atuação da comissão reforçou o debate sobre a necessidade de políticas educacionais capazes de alcançar estudantes com diferentes necessidades de aprendizagem e ampliar a presença da pauta anticapacitista na rede estadual.

Formação de professores e participação comunitária

Entre as diretrizes do programa estão a formação continuada de professores e profissionais da educação para atuação em contextos inclusivos, a acessibilidade física, comunicacional e pedagógica nas escolas e a adoção de práticas pedagógicas que respeitem as singularidades dos estudantes.

A lei também prevê a participação da família e da comunidade no processo de inclusão, campanhas de conscientização sobre o combate ao capacitismo, acompanhamento psicopedagógico especializado e incentivo à produção e distribuição de materiais didáticos acessíveis.

Na justificativa do projeto original, o autor defendeu que a educação inclusiva melhora a qualidade do ensino para todos os estudantes e afirmou que a proposta busca consolidar a Paraíba como referência em políticas de inclusão.

A norma entrou em vigor na data da publicação.

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