Nos últimos tempos não há uma eleição na Paraíba na qual Campina Grande não se apresente como colégio eleitoral importante e decisivo, a exemplo do que se projeta para 2022 na disputa para presidente e governador.
Na eleição em curso, há projeções à base de acompanhamento de campanha apontando para desempenho diferenciado de Lula na cidade – sabendo que Serra e Aécio venceram nas últimas eleições presidenciais, cujo saldo não se restringe ao apoio do senador Veneziano Vital. O reforço do governador ao petista também repercute.
REALIDADE PARA GOVERNO
Está faltando pouco para o dia de votação, mas é visível que a disputa em Campina possa até gerar surpresa com desempenho de João Azevêdo na cidade e entorno, mesmo com as presenças de Pedro Cunha Lima e Veneziano Vital. De todos os candidatos, Nilvan Ferreira é quem mais se desidrata na eleição à base de Campina.
Veneziano e Pedro disputam a preferência, mas se faz recomendável acompanhar com mais atenção a performance de João em face de obras e serviços de seu governo, mesmo com críticas normais em tempo de campanha pelos adversários. O saldo tem provocado adesão.
Além do mais é importante entender o efeito da atual gestão de Bruno Cunha Lima como referência na eleição atual, da mesma forma o saldo da gestão de Vené como elementos a influir provavelmente na escolha campinense em 2022.
Ainda tem o papel dos Ribeiro a merecer acompanhamento por seus efeitos na prática.
INELEGIBILIDADE
As eleições se mantêm registrando decisões importantes dos Tribunais Eleitorais – regional e nacional – apontando para a inelegibilidade de diversos nomes da política da Paraíba.
O caso mais emblemático é o do ex-governador Ricardo Coutinho com decisões à unanimidade contra ele, mesmo mantendo campanha sem respaldo legal pois intui superar as dificuldades nos tribunais superiores, mas também neles existem decisões contrárias à sua pretensão.
O líder petista insiste mas está inelegível.
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” Em terra de cego/quem tem um olho é rei”


