Secretário defende imunização de crianças a partir de 5 anos e critica portaria do MT que ameniza punições para não vacinados

Imagem Substituída

O secretário de Saúde de João Pessoa, Fábio Rocha disse nesta quarta-feira (03), após a aprovação da vacinação de crianças entre 5 e 11 anos de idade conta a covid-19 pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que defende a imunização do grupo para conter a disseminação do coronavírus, tendo em vista que o grupo é transmissor em potencial da doença.

“Ainda não foi discutido nada oficialmente, mas é uma coisa esperada [no Brasil]. Você tem que fazer com que o vírus circule menos, é o objetivo maior para o controle da pandemia. Essa faixa etária, ela é um grande reservatório e um grande distribuidor de vírus. Eles adoecem muito pouco. Se não há efeito colateral, se não há nenhum dano, fazendo um balanço da relação custo-benefício, devem ser realmente vacinados”, declarou o médico em entrevista à rádio CBN João Pessoa.

USO DE MÁSCARAS

Fábio Rocha também afirmou que o uso de máscaras como meio de prevenção deve continuar a ser utilizado pela população. Segundo ele, para a realização de eventos como Natal e Réveillon é necessário que as pessoas estejam vacinadas e continuem evitando as aglomerações, além de utilizar o equipamento de proteção individual.

PORTARIA

O secretário de Saúde também teceu críticas à portaria publicada na última segunda-feira (1º) pelo Ministério do Trabalho, onde “afrouxa” as punições e proíbe a demissão de não vacinados.

“Entristece muito um gestor quando você vê que a vacina é obrigatória e vem agora o Ministério do Trabalho dizendo que não é obrigatória. Você tem que pedir, tem que exigir que as pessoas estejam pelo menos vacinadas naqueles ambientes. É o mínimo que se pode solicitar, porque a gente pode ter que, de uma hora para outra, fazer uma regressão [nas medidas de flexibilização]. Essa pandemia vai muito nos ensinar, e a gente ainda tem muito que aprender”, ponderou.

Ele disse ainda que acredita que a medida deve ser derrubada pelo Superior Tribunal Federal (STF) por se tratar de um caso de saúde pública.

“Eu acho que vai ser derrubada sim. Quando você tem uma doença individual, como um câncer de próstata, se eu não fizer o tratamento, só afeta a mim, não afeta mais ninguém. Agora, quando eu tenho uma doença que ela é transmissível facilmente, que eu não tenho controle de como não transmitir essa doença, é um caso coletivo, é um caso sanitário, de saúde pública. E eu acho que isso vai ser revisto devido à gravidade e as variantes que podem surgir”, concluiu o secretário.

Mais Posts

Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de Privacidade – Termos de Uso