O jornalista Walter Santos analisa, nesta quarta-feira (7), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de barrar a transferência do ex-presidente Lula de Curitiba para o presídio de Tremembé, em São Paulo.
Segundo Walter, a decisão ‘consolida o entendimento ignorado pelas instâncias inferiores de garantir status ao ex-presidente em ambiente de estado maior ou a liberdade’.
‘A simbologia do placar de 10 a 1 faz decisão do STF significar soberania expressiva
O Supremo Tribunal Federal tomou nesta quarta-feira uma decisão de força constitucional e reparo jurídico relevante pois, por 10 votos a 1, decidiu manter o ex-presidente Lula em Curitiba desfazendo despacho da juíza Carolina Lebbos consolidado com encaminhamento paulista para transferir o líder petista a presídio comum fazendo-o a correr riscos de vida.
É que, de repente, o Brasil foi sacudido durante a tarde diante de decisão judicial de Curitiba criando alvoroço e reação em diversos segmentos da sociedade, em especial setores jurídicos e políticos, contrários à decisão .
O placar expressivo, repito, em favor da manutenção de Lula em Curitiba vai além do fator geográfico, que já seria um respeito à história dele, mas consolida o entendimento ignorado pelas instâncias inferiores de garantir status ao ex-presidente em ambiente de estado maior ou a liberdade .
Tanto juíza Carolina Lebbos quanto juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci, ambos ligados ao ministro Sérgio Moro exorbitaram nas condições de tratamento querendo celeridade para transformar a decisão em caso consumado, só que não imaginavam a estrondosa reação contra a medida.
Trocando em miúdos, o STF agiu Supremo.
Agora é decidir sobre a soltura, na conjuntura com possibilidade que inexistia antes.’
Portal WSCOM
walter santos
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