Estabilidade é a prioridade para 29% dos jovens brasileiros, aponta pesquisa Nexus

(Foto: Reprodução)

Uma nova radiografia do comportamento profissional dos brasileiros de 14 a 29 anos indica que a busca por estabilidade é um fator determinante nas escolhas de carreira. A pesquisa, conduzida pela Nexus junto a 2 mil entrevistados, aponta que a estabilidade no cargo sobrepõe-se a outras tendências do mercado moderno.

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O Dia Internacional do Jovem Trabalhador, celebrado em 24 de abril, reforça a importância da qualificação profissional como ferramenta essencial para ampliar oportunidades, garantir inserção no mercado e impulsionar o crescimento na carreira.

Mesmo com a melhora recente dos indicadores de emprego no Brasil, os jovens ainda enfrentam mais dificuldades de inserção. Dados recentes do IBGE mostram que a taxa de desemprego entre pessoas de 18 a 29 anos foi de 10,1%, acima da média nacional (6,2%) e mais que o dobro da registrada entre adultos (4,5%). Ainda assim, o grupo representa cerca de 25% dos trabalhadores do país.

Nesse contexto, o Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP) destaca o papel do setor como porta de entrada para o mercado de trabalho formalizado e como um ambiente estratégico de aprendizado e desenvolvimento profissional. A construção civil reúne uma ampla diversidade de funções, que vão desde atividades nos canteiros de obras até áreas técnicas e de engenharia, possibilitando diferentes trajetórias e níveis de especialização.

“A construção civil é um dos setores mais inclusivos quando falamos em primeiro emprego. O jovem pode entrar sem experiência, aprender na prática e, com qualificação, avançar rapidamente para funções mais técnicas e melhor remuneradas. É uma área que valoriza o esforço, o aprendizado contínuo e a dedicação do profissional”, destaca Ovídio Maribondo, vice-presidente de relações trabalhistas do Sinduscon-JP.

Pensando nisso, o setor da construção civil tem ampliado investimentos em capacitação, por meio de cursos profissionalizantes, treinamentos em segurança do trabalho e parcerias com instituições de ensino. “O setor vem passando por um processo de modernização importante, com a adoção de novas tecnologias e métodos construtivos. Isso exige profissionais mais qualificados, mas também abre espaço para que os jovens se destaquem e construam uma carreira sólida desde cedo. Quem busca capacitação encontra um mercado aberto e cheio de possibilidades”, reforça Ovídio.

ABRH-PB vê necessidade de adaptação e novas habilidades

De acordo com a Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Paraíba (ABRH-PB), o cenário atual exige cada vez mais preparo técnico aliado a competências comportamentais, como adaptabilidade, pensamento crítico e habilidades digitais. A entidade destaca que, embora o acesso à informação tenha ampliado oportunidades de qualificação, muitos jovens ainda encontram barreiras como a falta de experiência profissional e desigualdades no acesso à educação de qualidade.

Para a presidente da ABRH-PB, Patrícia Queiroz, é essencial que empresas e instituições atuem de forma integrada na formação desses profissionais. “O jovem de hoje chega ao mercado com muita informação, mas precisa de oportunidades reais para desenvolver suas habilidades na prática. As organizações devem criar ambientes de aprendizado e crescimento, valorizando o potencial e incentivando o protagonismo desses talentos em qualquer área”, afirma.

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