Compra de votos na madrugada; sem
nova consciência e fiscalização tudo pode
Por Walter Santos
Pode parecer constatação frágil sem que se exponha fotos, filmes ou testemunhos, mas a madrugada da sexta e do sábado, véspera das eleições, mostrou que vai demorar muito, mas muito mesmo, para estarmos num processo democrático de consciência plena do eleitorado para não se submeter à compra de votos, que campeou fortemente nos diversos municípios.
Em João Pessoa, os bairros da periferia e até de médio porte foram tomados nos últimos dias de candidatos bacanas, bem vestidos ou não, distribuindo dinheiro à vontade.
Aliás, tudo tem a ver com a própria cultura do eleitorado acostumado a receber favores e dinheiro de última hora. E isto não tem distinção de partido nem de lugar mais necessitado.
JUSTIÇA INERTE
Como só pode agir se provocada, a Justiça Eleitoral se mantém no seu status quo distante da captação desta realidade nua e crua repetidamente imoral, de conhecimentos de muitos, mas de pouca serventia a ação inibidora porquanto inexistiu.
Ali ou acolá, um gato pingado, etc, mas em 2016 em todos os municípios prevaleceu a compra de votos – como disse até por candidatos bacanas, que sempre saem por aí falando em ética e moralidade.
Esta é a realidade nossa de cada eleição.


