Amanhã, o Brasil estará nas mãos do seu povo, por Rui Leitão

Amanhã será um dia histórico para o Brasil. Milhões de brasileiros irão às urnas para decidir os rumos do país. Não será apenas mais uma eleição. Será um momento em que cada cidadão terá a oportunidade de dizer que país deseja construir para si, para seus filhos e para seus netos.

Estaremos escolhendo entre diferentes projetos de Brasil: diferentes concepções de democracia, de soberania nacional, de desenvolvimento econômico e de enfrentamento das desigualdades sociais. Por isso, ninguém deveria tratar o voto como um ato banal.

É dever cívico de cada brasileiro participar dessa decisão. Eu, embora faça parte da parcela da população que, por ter mais de 70 anos, não tem obrigação de votar, estarei nas urnas. E o farei com a consciência de quem conhece, pela própria experiência, o preço que uma sociedade paga quando a democracia é interrompida.

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.Minha geração conheceu a censura, o autoritarismo, a opressão, a perseguição política e o cerceamento das liberdades. Conheceu também o desprezo pelas causas sociais e a indiferença diante das desigualdades. Por isso, sabemos que democracia não é uma concessão de governantes. É uma conquista histórica do povo brasileiro.

A juventude precisa compreender a dimensão deste momento e assumir seu protagonismo. Não pode permanecer indiferente diante de discursos que questionam a democracia, de manifestações de intolerância, de tentativas de manipulação da opinião pública, de negacionismo histórico e científico ou de projetos que possam concentrar o poder político como se o Brasil fosse patrimônio de uma família.

Também está em discussão a soberania nacional. O Brasil precisa estabelecer suas relações com todas as nações do mundo, inclusive com os Estados Unidos, mas sem abrir mão da autonomia para decidir seus próprios destinos. Nossas riquezas naturais, nossos recursos estratégicos e nossas decisões políticas pertencem, antes de tudo, aos brasileiros.

Amanhã, portanto, não deixemos que outros decidam por nós. Vamos às urnas com memória, consciência e responsabilidade. Que cada brasileiro examine os projetos colocados diante de si, confronte discursos com fatos e faça sua escolha pensando não apenas no presente, mas no país que deixará para as próximas gerações.

Amanhã, não haverá espaço para a indiferença. Cada eleitor terá nas mãos o futuro do Brasil. O voto de cada um será uma manifestação de consciência, de memória e de responsabilidade diante da história.

Por isso, antes de apertar a tecla da urna, pensemos no país que queremos entregar aos nossos filhos e netos. Pensemos na democracia que conquistamos, na soberania que precisamos preservar, nas desigualdades que ainda precisamos superar e no Brasil que queremos ver de pé diante do mundo.

Amanhã, cada voto contará. Cada escolha terá consequências. E quando as urnas forem abertas, que possamos olhar para o resultado com a consciência tranquila de que cumprimos o nosso dever com o Brasil. Porque o futuro não é decidido por aqueles que apenas reclamam: é decidido por aqueles que comparecem às urnas e fazem a sua escolha. Eu fiz a minha: votarei pela democracia e pela soberania nacional.

Porque a história não termina amanhã. Ela continuará sendo escrita por aquilo que fizermos depois das urnas.

Rui Leitão.

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