A entrevista do presidente Lula na Rede Globo nesta quinta-feira (27) aos jornalistas Renata Vasconcelos e César Tralli reproduziu um cenário típico de enfrentamento e tensão do primeiro minuto até a metade do tempo disponível, diante de abordagens tratando de escândalos em torno dele com o líder político cobrando até “mea culpa” da mídia pela forma de tratamento na Lava Jato e Powerpoint no caso Master.
A síntese de tudo é que ele saiu – se com a moral preservada e sua história sem igual entre os presidenciáveis. A rigor, a entrevista pareceu mesmo uma inquisição em que no pouco tempo ofereceu-se oportunidade real para ele avaliar com profundidade gestão e programa de governo futuro.
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Se reparar direito, Lula enfrentou não uma entrevista, mas uma inquisição em torno do filho Lulinha e as investigações produzidas a partir de ilações, mas com abordagem de temas tratados severamente para constranger. Seguiu-se assim envolvendo Jaques Wagner e Carlos Lupi com o presidente dizendo-se confiante na inocência de aliados até prova em contrário.
E disse textualmente: “ quem tiver culpa que pague com punição” adicionando que no governo dele a PF e órgãos de investigação não sofrem censura prévia e intimidação como no governo Bolsonaro.
No caso da Lava Jato, Tralli e Renata Vasconcelos disseram que foi feito jornalismo merecendo um gestionamento do presidente afirmando que a imprensa deveria ter pedido desculpas, como aconteceu na exposição de Powerpoint do Caso MASTER com Trilli reconhecendo que a Globo fez mea culpa.
Numa entrevista que, em tese, poderia oferecer a oportunidade para os telespectadores fazerem juízo de valor sobre o governo Lula, os temas ligados a esse aspecto de avaliação típica de inquisição ocuparam espaços não tão relevantes.
Por exemplo: mesmo assim, o Brasil soube por Lula que 40% dos aprovados no ITA, da FAB, são alunos do ensino público do Ceará levando-o a levar uma unidade da escola para solo cearense.
Ainda foi possível saber que graças a entendimentos com presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deverá ser votado a MP das terras raras e a matéria que trata da criação da Segurança Nacional, cuja aprovação permitirá a ele criar Ministerio da Segurança porque com a Constituinte de 1988 essa atribuição ficou com os estados a responsabilidade da segurança e isto impede ação do governo federal.
Em síntese, ao final de um clima tenso, Lula se mostrou preparado ao Brasil e ao Mundo com condição moral e conhecimento de gestão nacional com influência global para se apresentar buscando novo mandato.
Lula é sem igual.
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