Hoje, 17 de julho de 2026, o Brasil celebra, pela primeira vez, o Dia Nacional da Proteção de Dados. A instituição desta data representa muito mais do que um marco no calendário: simboliza o amadurecimento de uma agenda essencial para o país, que reconhece a privacidade e a proteção dos dados pessoais como pilares de uma sociedade democrática, digital e cada vez mais conectada. É, sobretudo, o reconhecimento de que, na economia digital, proteger dados é proteger direitos.
Em poucos anos, os dados deixaram de ser apenas registros digitais para se tornarem o ativo mais estratégico da economia digital e da inteligência artificial. Empresas, governos e plataformas utilizam essas informações para oferecer serviços, personalizar experiências e apoiar decisões. Mas quem controla os dados também influencia mercados, comportamentos, decisões e, cada vez mais, o próprio debate público. Nesse cenário, proteger dados pessoais deixou de ser apenas uma obrigação jurídica para se tornar um compromisso ético com a liberdade, a transparência e os direitos fundamentais dos cidadãos.
Celebrar este primeiro Dia Nacional da Proteção de Dados é reafirmar que o desenvolvimento tecnológico precisa caminhar ao lado da responsabilidade. Em uma era marcada por algoritmos cada vez mais poderosos e pela expansão acelerada da inteligência artificial, proteger dados significa, acima de tudo, proteger pessoas. Significa garantir que a tecnologia continue sendo um instrumento de desenvolvimento, inovação e inclusão, e não de vigilância, manipulação ou exclusão. O futuro digital será definido não apenas pela capacidade de inovar, mas pela coragem de colocar a ética, a transparência e os direitos fundamentais no centro dessa transformação.
“No século XXI, a proteção de dados deixou de ser apenas um direito digital. Tornou-se um dos principais pilares da democracia.”
Alek Maracajá
Professor, Pesquisador, CEO da ativaweb e Especialista em Inteligência Artificial, Proteção de Dados e Democracia Digital.
