Impulsionado pelo avanço demográfico e pela procura por alto padrão, o mercado imobiliário de João Pessoa vive um período histórico de alta que, segundo George Crispim, CEO da GHC Incorporações, marca a maturidade de um setor onde a própria capital e suas qualidades se tornaram o principal ativo dos negócios.
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Na avaliação do executivo, é justamente a combinação entre natureza, qualidade de vida, mobilidade e potencial econômico que tornou a capital paraibana um dos mercados imobiliários mais promissores do país. Preservar esses atributos será determinante para que o ciclo de crescimento continue sustentável, segundo ele.
“Estamos apenas no início desse desafio que é projetar ainda mais a cidade no cenário nacional sem perder a essência que a torna rara. Se conseguirmos equilibrar desenvolvimento, infraestrutura e sustentabilidade, a cidade manterá sua posição como um dos melhores lugares do Brasil para viver, investir e construir histórias”, avalia.
Projetos autorais ganham protagonismo
Para George Crispim, essa nova fase também transforma a forma como os empreendimentos são concebidos. Em um mercado mais competitivo e com consumidores mais exigentes, projetos capazes de manter relevância ao longo do tempo tendem a se destacar sobre soluções voltadas apenas para tendências momentâneas.
“Nossos projetos nascem de um processo multidisciplinar que envolve pesquisa de tendências, estudo de comportamento do consumidor, análise de mercado e colaboração com profissionais de reconhecida competência. Mais do que seguir modismos, buscamos criar empreendimentos com identidade capazes de atravessar diferentes ciclos do mercado sem perder valor para o consumidor”, afirma.
Essa estratégia se reflete na escolha dos profissionais envolvidos nos empreendimentos da incorporadora. A incorporadora reúne atualmente colaborações com nomes nacionais como João Armentano, Escritório Burle Marx, Benedito Abbud, além das referências paraibanas Ricardo Nogueira e o escritório Ponto3 Arquitetura.
Recentemente, a empresa também anunciou uma parceria com a grife internacional Versace Ceramics para um de seus projetos. “Nosso olhar para o futuro passa pelo desenvolvimento de empreendimentos cada vez mais autorais, alinhados às tendências globais, mas que façam sentido para João Pessoa e para quem escolhe viver aqui”, ressalta.
O crescimento precisa ser sustentável
Na visão de George, esse novo momento também amplia a responsabilidade sobre o planejamento urbano. Para ele, o crescimento da cidade precisa ser acompanhado por decisões técnicas que garantam infraestrutura, mobilidade e qualidade de vida, fatores que hoje representam diferenciais competitivos para o próprio mercado imobiliário.
“Toda cidade em desenvolvimento precisa discutir seus instrumentos de planejamento urbano. As regras de gabarito, ocupação e adensamento devem acompanhar as transformações da sociedade com respeito aos princípios da sustentabilidade, mobilidade e qualidade de vida”, argumenta.
Ele ainda defende a importância de que as decisões sejam tomadas com base em estudos consistentes e numa visão de cidade para as próximas décadas. “O mercado imobiliário continuará forte enquanto houver responsabilidade na oferta, inovação nos produtos e visão de longo prazo por parte dos agentes envolvidos”, completa.
Na avaliação do empresário, João Pessoa deixa de competir apenas pela valorização dos imóveis e passa a disputar espaço entre as cidades capazes de conciliar crescimento, planejamento e qualidade de vida. É nesse equilíbrio que se determinará a força do mercado imobiliário nas próximas décadas”, arremata George.

