O velho discurso da fraude eleitoral, antes mesmo da eleição ser realizada, já começa a ser retomado pelo filho do ex-presidente, em meio à percepção de que sua campanha pode caminhar para uma derrota nas urnas. Trata-se de uma estratégia recorrente: lançar suspeitas sobre o processo eleitoral antes da votação, preparando o terreno para contestar um eventual resultado desfavorável.
Esse tipo de postura não é exclusividade de um único grupo político, mas tem sido marcadamente associado, nos últimos anos, a setores da extrema direita em diferentes países, que frequentemente colocam em dúvida a legitimidade das eleições quando as pesquisas ou o resultado não lhes são favoráveis. Em vez de buscar conquistar os votos de que necessitam, antecipam ataques à Justiça Eleitoral e às instituições responsáveis pela condução do pleito.
Em uma democracia, divergências políticas são naturais e legítimas. O que não fortalece o regime democrático é desacreditar, sem provas consistentes, o processo eleitoral antes mesmo da vontade popular ser expressa nas urnas.
