A Tabajara, o novo tempo e o acerto estético/politico de ir aonde o povo está

Quando era menino nas ruas esburacadas do bairro da Torre sempre quem predominava era a Rádio Tabajara, antes da frequência AM – PRI  4, e de 1992 para cá como FM 105.5. Há que se reconhecer as demais fases anteriores, mas é impossivel ignorar a guinada que a emissora deu, sobretudo na relação com a cultura, em especial a Música, nos ultimos anos.

Nesta terça-feira de chove e não molha, com calor de lascar, a gestão de Maria Duda deu força a uma nova estratégia que por ela permeia a nova fase da Tabajara estando onde os artistas estão.

DE LUIZINHO DO PAGODE A JAMARRI

Confesso que fiquei maravilhado com Jonhatas (Seu Pereira) e Vall Donato – uma mistura de furacão e tsunami musical contemporâneo, de qualidade atestada, mesmo admitindo que exige-se da produção alguns cuidados para não comprometer o nivel e qualidade para fora do belo Alohai.

Os dois artistas são ótimos, mas antes deles foram Jamarri Nogueira, da Torre, e Luizinho do Pagode quem provaram do veneno indispensável de estar perto dos artistas tratando-os pelo respeito e trato à altura.

Por essas e outras, lá vem de volta Jamarri por isso mesmo a base primeira de Hygia, o Boteco, precisa ser reocupado também agora que o bairro dos Bancários tem um artista campeão, reconhecido, de nome Chico Limeira, vencedor do rejuvenescedor Festival de Música da Paraiba liderado pela Rádio Tabajara.

O Bancários é o novo Celeiro da vanguarda musical.

Aliás, senti falta de Chico Limeira no programa  desta terça-feira como vencedor do Festival.

De qualquer forma, o caminho é estar onde os artistas e o povo estão.

Viva a Rádio Tabajara! 

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