Como e por que Lira isola Maranhão no comando do PMDB

Ninguém de sã consciência ignora os fortes e decisivos movimentos de bastidores que o senador Raimundo Lira promove desde o final do ano de 2016 propondo uma nova conjuntura de Poder no PMDB, mesmo sem dar um pio que assim procede, deixando o presidente do partido, senador José Maranhão, inteiramente isolado na estrutura partidária.

Por analogia, como diriam os experts do bairro da Torre, aos poucos e de forma firme o senador Raimundo Lira coloca Maranhão nas cordas e próximo da Lona.

“SEM VOTOS” E COM PODER

Tanto Maranhão quanto seus aliados – Manoel Júnior, Rossevelt Vita, Antonio Souza – tem contra-atacado às investidas internas de Lira no PMDB reproduzindo aos quatro cantos que o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos é um parlamentar sem votos. “Detratam” o lider emergente pelo fato de ter ascendido na condição de suplente de Vital do Rego Filho e daí não ter sido votado.

O argumento, ao mesmo tempo ataque, mais do que aniquilar termina por vitaminar o senador Raimundo Lira porque no contexto do PMDB ele é o único em condições na atualidade de peitar o predominio do senador Maranhão.

NA RAIZ, A INSATISFAÇÃO

Raimundo Lira tem conquistado rounds e rounds a seu favor na queda-de-braço com Maranhão porque este, sem que se aperceba e/ou atente para a realidade, vive na contramão dos interesses internos do PMDB ao optar por aliança com o senador Cássio Cunha Lima, em 2016 e também 2018, afetando as Bases do partido, hoje com reação contrária ao encaminhamento maranhista.

O presidente sabe que o partido tem força, da mesma forma que dimensiona a sua liderança, só que ela – a liderança – sofre o desgaste da solidão de atitudes e decisões sem ouvir os demais companheiros de partido.

Esta é a essência de um enredo no qual, sem precisar de estudos históricos, identifica que o comando de Maranhão convive com exaustão exatamente por não querer nem saber mais partilhar o comando partidário.

MAIS PRÓXIMO DE RICARDO

Se é verdadeira a construção pró Lira, na prática significa dizer que os planos de Maranhão de construir aliança com o PSDB na Paraiba, mesmo tendo a cena nacional de acordo entre os dois partidos como aval, não tende a prosperar, certamente porque na direção de 2018 os novos ventos sopram pró acordo com o governador Ricardo Coutinho – e não Cássio Cunha Lima – deixando fragilizada a liderança maranhista, que pode ver ruir seus planos pessoais costurados com apoio apenas de Manoel Júnior.

Sem tirar, nem por – o “sem votos” está dando aula de como articular e construir liderança partilhada e com reconhecimento nacional da habilidade e da conduta de Ficha Limpa numa fase em que poucos podem apresentar tais credenciais.

Trocando em miúdos, Lira se credencia cada vez mais para ser o candidato ao Governo pelo PMDB – algo que José Maranhão insiste em não acatar.

UMA POSIÇÃO EM EXPECTATIVA

De todos os lideres do PMDB, resta saber como procederá o ex-governador Roberto Paulino e o deputado estadual Raniery Paulino porque, mesmo não aceitando a convivência com o prefeito Zenóbio Toscano eles não aceitam a postura do governador Ricardo Coutinho de atrapalhar a vida deles em Guarabira colocando Joza da Padaria e Célio Alves como seus calos.

Só que, em 2018, a cena é outra e RC não é mais candidato ao Governo daí a probabilidade de Lira atrair esse apoio mais que duplo.

UMAS & OUTRAS

…O enfraquecimento do senador Maranhão no PMDB fortalece o caminho para o prefeito Luciano Cartaxo ser candidato ao Governo em 2018.

…No Rio de Janeiro, como anunciou em primeira mão o portal WSCOM, a engenheira Aracilba Rocha está sendo empossada na diretoria administrativa-financeira de subsidiária da Eletrobras.

…É indicação do PMDB. Ela queria ir para a Usina Belo Monte mas como houve resistência criou outra opção de força.

…O periscópio da WSCOM identificou o vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior, na posse de Ará.

…Repercute a imagem de encontro entre o deputado federal Wilson Filho e o prefeito de São Paulo, João Dória, com elogios do parlamentar paraibano ao lider tucano. Os petistas paraibanos andam “subindo na parede” de raiva.

…Por falar (escrever) sobre PT, quem passou por João Pessoa no fim-de-semana foi o dirigente nacional Rochinha articulando o adiamento do PED – Processo de Eleição Direta programado para concluir inscrições dia 31.

…Rochinha garantiu o pré-lançamento da candidatura de Lula a presidente da República nos próximos dias.

…O Secretário de Comunicação, Luis Torres, chegou à Capital depois de dias de descansos longe dos trópicos nordestinos.

…É uma questão de tempo o acordo a ser anunciado entre o governador Ricardo Coutinho, o ex-senador Wilson Santiago e os dois partidos (PSB e PTB).

…O Secretário de Turismo da Capital, Fernando Milanez, recebeu carta de Instituição de Negócios de Portugal convidando-o para articular ações comuns entre aquele Pais e João Pessoa. Na mira ainda tem Angola.

…Para onde vai o ex-deputado Ruy Carneiro? É a pergunta que não quer se calar.

ÚLTIMA

“O olho que existe/ é o que vê…”
 

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