A capital, João Pessoa, especialmente, e o Estado da Paraíba, tornam-se palco de grandes empreendimentos estruturadores a garantir no presente e futuro, de forma a dimensionar o todo para projeção nacional e internacional. A partir dos investimentos de governos interessados, cada qual à sua maneira, em mostrar os benefícios de suas gestões, aliados ao ambiente e atratividade existente de mercado; e ainda uma Universidade Federal que busca qualificar entre as melhores do país.
Equipamentos diversos nas áreas de Saúde, Educação, Segurança, Serviços, Mobilidade, Indústria, Tecnologia e Informação. Observamos um grande conjunto de investimentos, mesmo que isto não esteja de forma tão clara para o consumidor final, o usuário morador da cidade e os demais que chegam para morar ou simplesmente a passeio. Neste caso, a comunicação de todo esse conjunto de obras realizadas deve complementar, para tornar possível o acesso e entendimento dos benefícios disponibilizados, e ainda gerar negócios fortalecendo a economia.
É com esta referência, de estrutura e comunicação, que sobressaem os grandes polos do mundo da ciência, da indústria, comercio e tecnologia, do turismo e outros, em seus diversos setores. Grandes feiras, congressos, eventos em todo o mundo estão discutindo o que chamamos de Cidades Inteligentes.
As novas formas de adaptar, proteger, criar, produzir, executar, envolver, e acima de tudo, dar sustentabilidade aos grandes projetos de sobrevivência passam todas por exaustivas discussões de inteligência. Desde o uso da água que na maioria fica sendo administrada por grandes empresas de energia e fabricantes de alimentos e bebidas (Ambev, Nestlé, e outras), a mobilidade, os meios de acesso, logística, distribuição e entrega. Os cuidados com o Ar, os alimentos e a saúde, diagnósticos e prevenção, e terapias de todos os tipos.
As cidades passam por transformações, nunca vistas antes, isto por conta da velocidade como as coisas acontecem ao redor. São necessidades urgentes de um trânsito que causa prejuízo na economia de vida, seja por acidentes, doença do estresse, ou simples organização. O novo modo de vida das pessoas, a discussão religiosa, os debates trabalhistas, políticos, judiciários, a redistribuição demográfica, as reformas, etc., equivalem buscas inteligentes para um mundo melhor.
Lembramos quando foi inaugurado o primeiro viaduto da capital João Pessoa, o Damásio Franca, bem no centro da cidade e com o nome do prefeito da época, que ali, de cima de um rudimentar palanque montado em madeira, dava início a uma trajetória de desenvolvimento. É como se hoje numa cidade longe do interior, onde só existam pequenas casas ao estilo antigo, se instale um edifício de dez andares com escada rolante e elevadores. Isto significaria Inovação, mesmo já sendo estes itens ultrapassados na maioria dos outros lugares.
Pois bem, o nosso é um sentimento de que estamos vivendo uma nova João Pessoa, com projeto inovador, uma cidade próxima a grandes centros como Recife e Fortaleza, e correlacionando-se com o resto do mundo. Novos viadutos, centros de convenções, creches, escolas técnicas, hospitais, shoppings centers, centros gastronômicos, teatros, universidades, pontos turísticos, etc. A proposta dos governos, mesmo que disputando a paternidade dos eventos inaugurados, tem trazido enorme benefício para o cidadão que passa a viver parte de um centro contemporâneo, um centro que coloca João Pessoa entre as modernas cidades que cuidam do cidadão, as cidades inteligentes.
NOTA: É preciso cuidar também do patrimônio histórico.
Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing.
g.sabino@uol.com.br
Escrito por: Gil Sabino

