A Operação São João 2026 foi encerrada com redução nos principais indicadores de criminalidade e 122 pessoas presas durante os festejos juninos realizados em diversas regiões da Paraíba. Ao longo de 33 dias, as forças de segurança atuaram em 1.979 eventos distribuídos por 174 municípios, utilizando ações integradas entre Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Instituto de Polícia Científica (IPC), Detran-PB e os Centros Integrados de Comando e Controle (CICC).
Segundo o balanço divulgado pela Secretaria da Segurança e da Defesa Social, 90 prisões ocorreram na 2ª Região Integrada de Segurança Pública (Reisp), que engloba Campina Grande, o Parque do Povo e Galante, enquanto outras 32 foram registradas durante o São João de Patos, na 3ª Reisp.
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A tecnologia teve papel decisivo nas ações. Das 90 prisões realizadas na região de Campina Grande, 53 tiveram apoio do sistema de reconhecimento facial, videomonitoramento e monitoramento eletrônico operado pelo Centro Integrado de Comando e Controle. Em Patos, outras quatro prisões também contaram com suporte das ferramentas tecnológicas.
O uso desses recursos praticamente dobrou em relação ao ano passado. Em 2025, o videomonitoramento havia contribuído para 28 prisões em Campina Grande e Galante. Neste ano, esse número subiu para 53, crescimento de 89,3%. Considerando todo o estado, foram 65 prisões com apoio da tecnologia, um aumento de 103,57% na comparação com o ano anterior.
Os indicadores criminais também apresentaram redução durante o período. Em Campina Grande, os furtos de veículos caíram 78%, enquanto os roubos de veículos tiveram redução de 57%. Os furtos de celulares também diminuíram 19,29% em relação ao São João de 2025.
A Polícia Militar mobilizou 35.029 policiais e 4.541 viaturas durante a operação. Ao todo, foram realizadas 28.455 abordagens a pessoas, 13.433 abordagens a veículos e montados 524 pontos de bloqueio. Nos principais polos juninos foram registradas 218 ocorrências policiais.
O Corpo de Bombeiros Militar contabilizou 771 atendimentos apenas no Parque do Povo e em Galante. A maioria das ocorrências foi relacionada a emergências clínicas (477), seguida por 286 atendimentos por intoxicação exógena e oito casos de queda de altura. Entre as ações de maior impacto esteve o combate a um incêndio em estabelecimentos comerciais no Parque do Povo, cuja rápida atuação evitou que as chamas se espalhassem e causassem vítimas.
A Polícia Civil encerrou a operação com 1.029 procedimentos de polícia judiciária. Foram registrados 946 boletins de ocorrência, 38 termos circunstanciados, 29 autos de prisão em flagrante e instaurados 10 inquéritos policiais.
O Instituto de Polícia Científica realizou 115 perícias durante os festejos, incluindo exames de lesão corporal, constatação de drogas e identificações criminais, dando suporte às investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Já o Detran-PB promoveu 39 operações da Lei Seca. As equipes abordaram 1.712 veículos, realizaram 1.701 testes de alcoolemia, lavraram 241 autos de infração, removeram 31 veículos e registraram 122 autuações por infração ao artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro, que trata da condução de veículo sob efeito de álcool.
