Todos os seres vivos agem muitas vezes por instinto. Pensamos sempre que esse é um comportamento próprio dos animais irracionais, o que não é verdade. Nós, também, temos atitudes emocionais impulsivas com objetivos de autopreservação. É uma predisposição inata, estimulada pelo inconsciente, como reação a determinadas situações.
A ação instintiva nos seres humanos revela-se de modo involuntário, espontâneo, sem o comando da racionalidade. Sem que a gente perceba adquirimos a vontade de fazê-la, por herança biológica ou fruto de experiências vividas por gerações que nos antecederam. A diferença, no ato instintivo do animal e do ser humano, é que no nosso caso, embora marcado por impulsos, há noção da sua finalidade, porque somos dotados de inteligência. Entre os seres irracionais é ignorada essa finalidade, uma espécie de comportamento “cego”.
Como o objetivo nessas crônicas é convidar o leitor a refletir sobre determinados temas, quero manifestar a preocupação com o fato de tornarmos frequentes nossas atitudes dominadas pelo instinto, porque podem fazer com que passemos a agir de forma animalesca, cometendo atos brutais. Somos seres inteligentes, e por isso mesmo, precisamos, ao responder a desafios da natureza na luta pela sobrevivência, exercermos nossa capacidade de discernimento, oferecendo resultados racionais ao nosso comportamento, sem agressões ao ambiente em que vivemos ou aos semelhantes com quem compartilhamos o cotidiano da nossa existência.
• Integra a série de crônicas “SENTIMENTOS, EMOÇÕES E ATITUDES”.

