O efeito Sambô, a animação, a Cultura e nossa Gente

Diz o refrão famoso que, quem não gosta de samba,  bom sujeito não é, mas quando se trata de encarar o significado do Sambô a partir do reveillon de João Pessoa haveremos de admitir que o grupo carioca construiu o mais inovador método de misturar a essência do samba com uma levada distinta quando da interpretação de grandes HITS, advindos do rock. 

Ora, de cara, este modelo tende a nos aproximar com o famoso samba – rock iniciado pelo genial Jorge Ben – de uns tempos para cá Benjor -, com uma pitada de performance singular do vocalista Daniel, certamente a maior estrela do grupo até pelo domínio do pandeiro como poucos ousam fazer.
 
O repertório, enquanto gênero e significado, é a mistura sem medos de grandes canções de referenciais mundiais como Os Beatles, Legião  Urbana, etc,assim como tantos outros famosos, numa levada meio pop, meio samba apressado a contagiar, sobretudo as novas gerações.
 
Como saldo da apresentação, a organização conseguiu segurar a multidão diante do Busto de Tamandaré com esta atração Top e que deu conta do recado, sem duvidas, para uma festa animada como o Reveillon.
 
Fui ver de perto e sai muito bem impressionado. Mais uma vez, a gestão Luciano Cartaxo acertou em cheio.
 
NOSSA GENTE E OS ESPAÇOS
 
Nos próximos dias, chega a vez do Extremo Oriental – uma programação de alto nível proposta e em fase de execução em breve pela FUNJOPE dando aos turistas uma alternativa de valor universal, bem como aos habitantes da cidade.
 
Em termos de conjunto de Artistas nacionais,  o Extremo cumpre seu papel, se comparado a grandes eventos nacionais, mesmo assim se faz indispensável  refletir sobre o olhar mais e maior para a massa de valores da Nossa Gente artística, que não só Lucy Alves – a nova estrela da MPB, para viver acoplada e misturada  na programação.
 
É fundamental que isto seja premente, permanente e tratado como providencia natural, sem amuos nenhum,  porque tal procedimento se vincula mais aos princípios da valorização de nossa arte e de nossos artistas.
 
O Extremo Oriental vai muito bem, obrigado, mas o conjunto precisa abrir mais para os artistas valorosos da aldeia. 
 
Quanto mais, melhor, juntos e misturados.
 
NOVO TARIK DE SOUZA ?
 
No final do show do Sambô, um jovem de 9 anos foi ao encontro do cavaquinista e desembuchou: ” senti falta no repertório da música do Nirvana (confesso que nem lembrei) e da música de Beth Carvalho”.
 
Era o filho mais velho de Luciano Cartaxo com a moral de veteranos críticos, a exemplo de Silvio Osias, por perto.
 
 
 

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