“Como uma onda”

A música, “Como uma onda”, de Lulu Santos em parceria com o jornalista Nelson Motta foi escrita em 1983, para compor a trilha sonora do filme “Garota Dourada”. A película discorre sobre as aventuras de um grupo de surfistas no litoral catarinense.

A letra da música é uma mensagem de advertência salutar. Chama a atenção para estarmos sempre prontos para as rápidas mudanças que ocorrem no mundo atual. E com prudência ajustarmos a vida para essas transformações, sob pena de ficarmos perdidos nas decisões necessárias a tomar.

“Nada do que foi será/de novo do jeito que já foi um dia/tudo passa, tudo sempre passará”. A cada segundo temos novas informações, temos novos acontecimentos, temos novas ideias, temos novos problemas. Nada é mais como foi até poucos instantes. E como ele diz “tudo sempre passará”. Coisas boas ou ruins, haverá sempre de ficar no passado. O importante é ter ciência de que o amanhã será diferente e que vamos estar adaptados a esse novo tempo.

“A vida vem como ondas/como um mar/num indo e vindo infinito”. Ao observarmos o movimento contínuo das ondas do mar, haveremos de entender bem a metáfora na música. As ondas vão de volta para o oceano na mesma rapidez com que voltam até nossos pés na praia. Na vida é assim também, os fatos surgem e desaparecem com a mesma velocidade. Se não soubermos aproveitar a “onda” seja qual for não estaremos prontos para viver a vida em toda sua intensidade, e toda a sua complexidade. Ao acaso uma “onda” lhe derrubou, levante-se e prepare-se para enfrentar a próxima, sem risco e medo de morrer afogado. Esse ir e vir das “ondas” não tem fim, é um movimento perene, permanecerá presente enquanto vida tiver.

“Tudo que se vê não é/igual ao que a gente viu em um segundo/tudo muda o tempo todo no mundo”. Imprescindível! Alerta para a ação de demonstrar a capacidade de diferenciar “o Ver,  do Olhar” na repetição da paisagem cotidiana. E para que o mundo seja visível é preciso que seja visado pelo desejo do olhar. Olhando para frente na certeza de que o que ficou para trás não será igual ao que virá no futuro, porque o mundo cada vez mais muda com impressionante celeridade.

“Não adianta fugir/nem mentir pra si mesmo/há tanta vida lá fora”. Viver é uma arte que se aprende com a experiência. Não há como escapar das surpresas que ela nos oferece. Não há como se enganar com os fatos que nos impõe lições. Somos consequência dessas mudanças queira ou não, por bem ou por mal. O importante é saber e ter a percepção clara dessa abundância “há tanta vida lá fora” e das oportunidades de usufruir da melhor forma possível, desde que estejamos atentos a essa onda mudancista do mundo.

• Integra a série de crônicas “PENSANDO ATRAVÉS DA MÚSICA”

 

 

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