{arquivo}Vamos tomar como parâmetro duas ambiências diferentes do Brasil – uma Rica, o Sul do Pais e, outra Pobre, no Nordeste Brasileiro como o mesmo foco, a gestão pública municipal que é quem cuida dos serviços básicos na ponta. Detesto tratar questões díspares pelo filtro discricionário do ponto – de – vista econômico para não aguçar o tratamento de “pobrezinho” de uns em detrimento de outros mas a crise econômico-financeira no Pais chegou a tamanho estágio que não tem como mais ignorar o tamanho do problema.
Destrinchemos o nível da questão em voga: cidades do Sul do Pais, do Paraná por exemplo, já começam a revelar que com a redução nos repasses do FPM após as desonerações de IPI não tem mais como pagar aos funcionários da Prefeitura, situação essa no mesmo nível enfrentada por cidades como Mairi, no interior da Bahia ou dezenas de outras dos demais estados do Nordeste.
O município do Conde, por exemplo, já reduziu pela metade os gastos com Pessoal, mesmo assim ainda não enfrenta problemas para pagar em dia.
Como se sabe, o FPM é abastecido principalmente com recursos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) – principal arma do Governo Federal contra a crise econômica. Por isso, Prefeitos como Raimundo Carvalho, da pequena Mairi, no interior da Bahia, dizem estar sem recursos para cumprir pagar os funcionários da prefeitura. “A partir do dia 30 de julho não teremos como pagar a folha”, diz.
Ora, se a principal fonte da maioria dos municípios do País – o FPM anda em nível baixo para atender as demandas das Prefeituras e o Governo não dispõe de outras fontes visando repassar aos municípios está posta uma grave crise de proporção a afetar o comércio, sobretudo, e na ponta o poder aquisitivo das pessoas.
É esta a dura realidade de proporção inimaginável a dados de hoje sobre como resolver no curto espaço de tempo.
De fato a crise está se agravando.