Antes da análise de Conjuntura, o Forró como Majestade

                                          Para Glorinha Gadelha (In memorian de Sivuca)

{arquivo}BARRA DE GRAMAME – Eis que, antes de retomar as avaliações sobre a conjuntura política e econômica do Pais, ainda encontro tempo para tratar do que vi nessas noites passadas de TV aberta. A sociedade brasileira tem na construção de sua identidade cultural uma vasta contribuição dada por nossos antepassados advindos de varias matizes étnicas. Nesse caldeirão, a Musica brasileira traduz a força exponencial de nossas raízes manifestada em símbolos e ritmos que nos fazem referencia universal inigualável.

Tanta tese assim somente para realçar o foco singular que o Especial da Rede Globo expôs para o mundo em torno do Forró brasileiro de origem genuinamente Nordestina, através da figura emblemática e genial de Dominguinhos – na atualidade enfermo e hospitalizado no Sírio Libanês, em Sao Paulo.

Tudo dito, tudo acontecido em pleno Dia (Noite) de São Pedro – o homem cuidador do Céu, haverei de dedicar o pínçar desta analise às crias de Badu – Clã Brasil, em especial Lucy Alves – a nova Estrela da musica a partir da Paraíba -, e Cezzinha, expoente acordionista, agora compositor / interprete.

Ancorado pelo jornalista Chico Pinheiro, o Especial reuniu um grupo distinto de músicos renomados (e não) para dimensionar a obra de Dominguinhos, natural de Garanhuns – Pernambuco, como sucessor de Luiz Gonzaga e mais do que isso, a figura viva do Sanfoneiro autentico, genuíno, sempre próximo de parceiros dentro e fora do Forró Nordestino. Gilberto Gil bem sintetiza o Cast de amigos famosos na extensividade melódica de Nando Cordel.

O Especial trouxe à baila a síntese da obra de Dominguinhos abrigando autores e/ou músicos de todos os 9 estados do Nordeste com tempero poético distinto do Paulista Renato Teixeira, condutor da ” Amizade Sincera” sob as preces finais da ” Romaria” e de flashes temporais com Chico Buarque e Nara Leão. Mas foi a nova geração quem deu tom Moderno e memorial à musicalidade anterior e realçada do Mestre.

Justiça seja feita, a performance das interpretes Liv Moraes e Flávia Bitencourt, em especial Anastácia, parceira e ex-companheira, deu um contexto de amplitude da influencia qualitativa da musica de Dominguinhos diante de gerações diferentes, tanto que ter Lázaro do Piauí e Waldonys como reforços da noite acabou que enfeixando o Nordeste de cabo a rabo.

Mas, com todo respeito a todos, o desempenho de Lucy e o Clã Brasil deu charme diferenciado pelo conjunto da qualidade musical e interpretativa singular talvez por isso a imagem das “meninas” acabou marcando a fase final, de desfecho do programa.

Foi demais!

 

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