O pronunciamento de Dilma, as reivindicações e os vários efeitos

{arquivo}A sociedade brasileira acompanhou ontem, via rádio e TV, o pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff tratando dos protestos tomados de conta em diversas cidades do País por melhorias no transporte, educação e saúde alinhando a posição do Governo em seis eixos de conduta: 1) abrigou todas as reivindicações dos manifestantes; 2) propôs Pacto envolvendo os Poderes constituídos mais os manifestantes; 3) definiu toda a verba do Pré-Sal para a educação,o acatamento de médicos estrangeiros para levar atendimento médico aos mais distantes; 4) endureceu ao não transigir com as badernas posto que haverá controle; 5) quer a sintonia do Congresso Nacional para efetivar as medidas; 6) renovou sua postura de intransigência com a corrupção – parte essencial das manifestações – algo que exibe como trunfo em diversos atos.

Dilma Rousseff pareceu serena, firme e repetiu por várias vezes que respeita e abriga as reivindicações como indispensáveis à construção de um novo Pacto envolvendo os demais Poderes constituídos mais Governos estaduais e municipais de forma transparente com participação popular, tanto que cobrou / defendeu que todas as instâncias de Poder tenham seus dados expostos e acessados por qualquer cidadão.

A presidenta considerou o direito de ir e vir nas ruas como conquista da democracia brasileira, posto que custou muito caro chegar até aqui com ela na condição de parâmetro de regime social, entretanto, sempre que pode condenou os atos de vandalismos atribuídos a minorias enfeiando reivindicações consideradas justas.

A partir de agora, como a convocação de uma série de encontros e negociações nos diversos níveis, inclusive atraindo representação popular dos manifestantes, ela espera esvaziar o endurecimento dos movimentos porque se dispõe a construir meios de atender aos reclamos da sociedade reivindicatória.

PRESIDENTA NÃO TOCA EM FORÇAS ARMADAS

Durante o pronunciamento, em nenhum momento qualquer, Dilma se referiu à necessidade de recorrer às Forças Armadas para garantir segurança pública de agora em diante até a Copa do Mundo e Olimpiadas.

Ela deixou claro que a harmonia de ações entre os diversos atores do aparelho policial existente (policias militar, civil e guarda municipal) mais o serviço de inteligência da Policia Federal e Abin serão suficientes para conter os mais exaltados na construção das badernas.

CRISE NA ECONOMIA, LONGE DA ABORDAGEM

A presidenta também passou distante de avaliações ou medidas voltadas à área econômica, a exemplo da mudança no comando da Fazenda posto que já surgem pedidos de setores empresariais pedindo a saída de Guido Mantega.

Como se sabe, é o fator econômico que mais tem preocupado o próprio Governo diante da retração de mercados e influências financeiras externas querendo com isso dizer que manterá o status quo da política em curso.

O FUTURO DE AGORA EM DIANTE

Embora não tenha agradado a setores da Oposição, algo normal diante de procedimentos já conhecidos de contestação, a presidenta pode não ter impacto com medidas surpreendentes mas, ao abrigar a série de reivindicações incluindo a presença de representes dos movimentos na construção dos novos passos ela espera conter e superar a onda.

Mas isto só saberemos daqui em diante, até porque a principal motivação dos protestos – o reajuste das passagens, esta o Movimento reivindicatório conseguiu emplacar.

Resta saber dos demais itens, estes também inseridos na pauta de construção de Pacto, mas só o passar dos dias dirá se o pronunciamento foi suficiente.

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“Tudo muda o tempo inteiro no mundo…”

 

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