Para o presidente e Lider Marconi Medeiros e outros
{arquivo}Vou direto ao assunto: nestes dias de chuva e sol no Nordeste tenho acompanhando muita coisa, inclusive dentro de nossa aldeia, mas não tenho compreendido porque pessoas do talento reconhecido de Chico Noronha, Pedro Cândido e Antonio Alcântara – só para ficar nestes agora, pois tem mais – andam fora do circuito de produção mais intensa da cidade ou do Estado.
Sem titubear, eis que cheguei à conclusão óbvia: gente capaz gera ciúme e a danada da inveja que quase chega à beira da morte, invariavelmente com intrigas descabidas porque os incompetentes (homens, mulheres ou ) só conseguem sobreviver diante de expedientes escusos e vez por outra fatais.
O caso de Pedro Cândido é um dos mais emblemáticos porque, como Auto didata não há na Paraíba ninguém que tenha o melhor mapeamento do Folclore regional como ele, sobretudo por ser o mais legitimo seguidor dos ensinamentos do mestre Tenente Lucena.
Mas Pedrinho, como é chamado pelos Cults desprovidos de inveja, acabou descartado porque nunca foi afeito à bajulação imensa por quanto só sabe trabalhar, pesquisar e transformar o que era o Grupo Folclorico do SESC no mais importante ambiente de resgate cultural da cidade/estado. Desprovido do puxa-saquismo eis que acabou afastado até hoje sem saber porque, a não ser na curtição do banzo ao identificar que foram criaturas que se voltaram contra o criador sem que o Doutor Marconi Medeiros tenha sabido impedir a defenestração injusta contra o maior auto didata do Flocore Nordestino.
O mesmo dir-se-ia (eis a mesóclise usada pelos intelectuais da Torre) de Chico Noronha. Seu pecado: saber fazer Cultura.
Quando Ricardo Coutinho era só promessa de futuro, Chico fazia 10 vezes mais que o então vereador transformando o SESC no mais importante ambiente de efervescência cultural da Paraíba. Pode ser que tenha, menos do que eu os pecados normais de humano que somos, mas jamais poderia estar esquecido das rodas e dos projetos culturais ´- muitos dos atuais sem a possibilidade de conquistas se tivesse o DNA de Chico por perto.
Neste diapasão também está Antonio Alcantara – sem duvidas nenhum um dos mais operosos Produtores Culturais da Paraiba, ultimamente sumido entre a nutrição do amora família, à sobrevivência em si, mas sem espaço para inventar e fazer o que a Paraiba precisa: Arte e Cultura de vanguarda.
Em síntese, os três Cavaleiros – na verdade eram 4 (o outro pode ser Roberto Cartaxo no teatro) vivem a circunstância da vida difícil porque, em sendo competentes, terminam golpeados pela incompetência e intriga.
Está na hora deles voltarem à baila fazendo apenas o que sabem: Cultura de vanguarda.
ÚLTIMA
“Não deixe o samba morrer/
não deixe o samba acabar…”
