{arquivo}BRASILIA – Justiça seja feita: havia uma agenda múltipla e diversificada em torno da presença do Ministro José Eduardo Cardozo mas, pelo saldo de tudo o que aconteceu nesta quarta-feira em João Pessoa tomando por base os assuntos, as decisões e os discursos ficou evidente que desperdiçamos a agenda para celebrar a data como uma oportunidade ímpar de juntar a todos em torno de um só objetivo: gerar cumplicidade e ações comuns visando enfrentar e vencer as drogas porque só dinheiro não resolve.
É claro e evidente que os R$ 100 milhões anunciados pelo Ministro em João Pessoa como segunda cidade a receber os investimentos em equipamentos e estratégias de combate às drogas, etc, significaram um reforço indispensável diante dos índices crescentes de violencia em todo o País, entretanto, cremos que houve dissintonia entre a intenção e discurso do Ministro e a atitude do governador diante da solenidade e da agenda.
Diferentemente do Ministro, que avocou para as lideranças da Paraíba a necessidade de superarem diferenças para se unirem em torno de um esforço comum de combate à droga e ao crime, Ricardo Coutinho preferiu fazer propaganda de si mesmo dizendo que está reduzindo os índices de homicídios – algo que difere do noticiário policial diariamente – e responsabilizar a Imprensa por expor os problemas.
Diga-se que a forma do governador receber o Ministro em Palácio impedindo que a comitiva ministerial formada pela desembargadora Fátima Bezerra Cavalcanti, o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, e o vereador Fernando Milanez tivesse acesso à sala especial do Palácio da Redenção, pois preferiu falar reservadamente, de alguma forma destoou do clima de descontração que havia nos encontros de Jose Eduardo Cardozo com o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Câmara Municipal.
Além do mais, como a Coluna atestou acompanhando a fase final da presença do Ministro em João Pessoa pegou mal a ausência do governador na despedida no aeroporto Castro Pinto, algo que só não surtiu efeito mais negativo porque o prefeito Luciano Cartaxo e o vereador Fernando Milanez resolveram deixá-lo até o último momento em solo paraibano.

