{arquivo}Só quem foi (ou é) estudante pobre sabe o valor de poder se locomover pra lá e pra cá com fim especifico de estudar e/ou conduzir-se na vida se alimentando de arte e cultura de um lugar em condições de ter Passe Livre, ou seja, usufruir de um bem coletivo, agora bancado por uma instância legalmente oficial, no caso a Prefeitura de João Pessoa.
Esta é a síntese da mais importante atitude e ação anunciada nesta quarta-feira pelo prefeito Luciano Cartaxo, em meio a um clima de aferição e cobrança de Cem Dias de governo que pouco servem na prática porque é pouco tempo de avaliação.
Mas, seja o que for, Luciano Cartaxo passa a ser a partir desta data o Líder político de cumplicidade histórica com o Movimento Estudantil da capital podendo contar com ele na condição de quem promete e cumpre tamanho beneficio – volto a dizer, somente perceptível no bolso de quem precisa.
Há anos que as lutas estudantis se renovam em busca de meios para contribuir nos avanços de uma geração forjada de sonhos, mas que exigem com a consciência política mais aguçada, que os governantes sejam mais sensíveis, sobretudo diante de um segmento desprovido de dinheiro.
Sou dos que identifica esta importância porque já exerci muitas vezes a “Pé-viária” – anda a pé mesmo, do Liceu até a Torre e depois até o Castelo Branco. É longe demais, minha gente, especialmente quando a barriga está seca e a fome mexe nos nossos olhos querendo fazer com que vivamos piripaque (desmaios, segundos os letrados da Torre).
Fiquei P da vida porque fui à solenidade, mas como me ensinaram errado, acabei em Água Fria quando a reunião e anuncio era no Paço Municipal, no belo prédio de arquitetura européis dos Correios/PMJP perdendo assim um ato que muito pés de estudantes lascados, que nem eu, um dia hão de agradecer. Dai a importância das lutas.
Por muitos fatores, Luciano Cartaxo se credencia pela palavra (prometer e cumprir) e pelo gesto histórico, reformulador, que o fará doravante e sempre ter muito crédito nas lutas estudantis.
Vencem todos, vence a cidadania.
ÚLTIMA
“Varei mais de vinte serras/
De alpercata e pé no chão/
Mesmo assim, como inda farta/
Pra chegar no meu rincão…”