Na Assembléia, o significado dos avanços das Mulheres

{arquivo}Já era tarde desta quarta-feira quando a composição da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa se fez dentro dos ritos normais de um Poder distinto para comemorar simbolicamente o Dia das Mulheres na Paraiba. No centro deste cenário, a deputada Daniela Ribeiro se fez âncora ao lado de Olenka Maranhão e Léa Toscano reluzindo uma história louca para se ampliar em favor da igualdade entre todos, homens e mulheres.

Havia fartura de representatividade intelectual, de Poder mesmo – posto que lá estavam a Presidenta do Tribunal de Justiça, Desembargadora Fátima Bezerra Cavalcanti, as reitoras Margareth Diniz (UFPB) e Ana Flávia (UNIPE), entre outras lideres, como Mércia – uma jovem militante dos Direitos Humanos, voluntária no trabalho pastoral em favor dos jovens drogados, a presidenta licenciada da API, Marcela Sitonio, a cantora lírica Cida Lobo e – tchan tchan tchan tchan Elba Ramalho – a mais importante artista brasileira da atualidade de DNA Paraiba, todas sintonizadas na construção da igualdade ainda distante de sê-la plenamente.

Qual delas melhor traduziria o instante de aclamação? Logo dir-se-ia (eita como os meninos da Torre são enxeridos tratando de mesóclise) que tudo estava ao sabor do freguês / público presente ao Plenário José Mariz para ouvir os recados das doutas mulheres superadoras de gerações restritas, agora todas tomadas de vontade de contribuir mais com os avanços da sociedade.

E isto, de forma objetiva e direta, como pontuou a desembargadora, implica na necessidade de existência sistemática de processos e estruturas para coibir o abuso, a violência – sobretudo, diante de estatísticas que ainda assustam, mesmo com mecanismos legais como a Lei Maria da Penha, mas sobretudo de reeducação na vida dos homens.

Os de hoje, em tese, já não reproduzem as feituras retrogradas do machismos de tantas gerações passadas porque as novas safras femininas representam exigência e respeito em nível nunca dantes imaginado século passado.

Elba fez o mesmo na lembrança e significado de tantas mulheres de fator preponderante no fazer singular, como pontuou o caso de Mércia, então desconhecida do grande público, mas detentora de ato nobre em defesa da cura dos enfermos tomados pelas drogas. Nós sabemos o quanto elas (as drogas) produzem de mal enorme, de desestruturação familiar imensa por conta de um barato.

De uma forma mais ampla, As mulheres são assim, surpreendem como se fosse fábrica de encantamentos e de decisões a mudar o curso da história.

Todas as lideres presentes à homenagem merecem, como se dá na empresária Bia Ribeiro – jovem líder do setor de comunicação e outros negócios – com serenidade suficiente para impor modelos com a simplicidade somente comum aos que são grandes sempre precisar detratar ninguém.

Hoje, na Assembléia Legislativa, todas tinham e têm mérito mas, cá pra nós, distingo com a permissão de todas a estrela de Elba Ramalho porque, até onde a vista alcança, é a primeira vez que se faz homenagem à sua trajetória vitoriosa, embora considere que falta ainda uma grande solenidade de consagração à sua imagem por tudo o que representa na vida.

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“Mas é preciso ter força/ é preciso ter gana sempre…”
 

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