{arquivo}Nos últimos tempos tem sido fácil identificar a presença da Policia Militar, sobretudo os comandos de repressão com “homens – guarda roupa” deixando a impressão aos leigos e comuns de que há um aparelhamento intenso a proteger a sociedade da criminalidade. Em que pese esta verdade, há outra que contradiz os índices da Secretaria de Segurança: diariamente, sempre, são vários os registros de homicídios da Capital em escala sem estancar.
Ora, se essas verdades se impõem aos olhos de cada cidadão se faz importante refletir sobre o que está acontecendo. Em tese, como na prática, as séries de mortes, sobretudo de jovens, estão registradas nos bairros periféricos ou onde há incidência conhecida da presença do tráfico, portanto, a impressão de que a PM não está no mesmo nível de exposição dos bairros de classe média para cima.
Se isto é também verdadeiro, das duas uma: ou a Polícia não está sendo eficaz na periferia onde os registros de mortes são diários ou está , como conclusão, mais presente em lugares onde os formadores de opinião acabam se contagiando com a sensação de segurança com a presença do aparato policial.
Não estamos aqui para sermos promotores do mau gosto, muito pelo contrário, mas a conjuntura termina por levar muitos a admitirem que esta presença das guarnições com viaturas se parece muito com a estratégia que o então prefeito da Capital, Ricardo Coutinho, produzia na implantação de equipamentos públicos nas vias de maior acesso popular impressionando a população com uma propaganda gratuita dando dimensão maior do que era.
Se esta tática se faz presente na atualidade, significaria dizer que a PM está nos lugares de visibilidade para impressionar os formadores de opinião, embora a ação efetiva na periferia esteja desproporcional, ou seja, inexiste com a mesma eficiência diante de tantos homicídios a cada dia.
Um caso bem claro de se constatar é a base da Polícia Comunitária no bairro Róger localizada na Av Tancredo Neves impressionando quem passa na avenida, entretanto, sem uma ação diária, permanente de dialogo e construção de pacto de cidadania entre os Policiais e a comunidade.
{arquivo}Às vezes penso que o governador estudou ou estuda os princípios da propaganda de Joseph Paul Goebbels . Como todos sabem, o dito cujo era o Ministro da propaganda nazista.Ficou marcado pelo seu ódio a judeus e comunistas, sua admiração pela figura de Hitler e seu fanatismo pelo poder.
O fato é que a onda de assassinatos de jovens permanece a exigir providências preventivas e emergentes do aparato policial.
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“Mamae eu quero/ mamãe eu quero/
mamãe eu quero mamar…”
