{arquivo}Todo ano é a mesma esperança de melhoras na vida. Sem tirar nem por ela é o combustível da humanidade de uma forma em geral, embora as ambiências produzam realidades muito diferenciadas gerando em casos difíceis, por onde se registram conflitos armados ( Siria, Afeganistão, Faixa de Gaza, etc) ou em cenas urbanas típicas de guerra, como se dá na periferia das cidades do Brasil, a impressão de que Papai Noel e nosso Deus retarda a chegar com felicidade.
O drama social no mundo cada vez mais se alastra diante de vários modelos de gestão pública (Governos) e privada (neo-liberalismo, socialismo, etc), onde o Poder exercido pelos Governos cumpre papel preponderante, daí as teorias fundamentais da sociedade, a partir de Karl Marx e Adam Smith estarem totalmente defasadas porque nem a ausência completa do Estado na economia, nem o contrário – ou seja a força estatal dominando toda a sociedade têm mais consistência porque a vida moderna impôs a indispensável necessidade do Estado operar no incremento da economia para atenuar os problemas sociais.
A teoria macro – econômica serve para a fase atual dos Estados Unidos, por exemplo, como se por ventura a Torrelândia ainda continuasse sendo uma República Independente, embora há muito que não o é.
Em todos os casos, os Governos podem muito e se se está diante de uma economia pequena, frágil de poder da iniciativa privada, esta também dependente dos humores de plantão.
Convivo com muitas iniciativas guerreiras, honestas, decentes mas inteiramente à margem das políticas de Governo porque, ao longo dos anos, muitos dos governantes constroem historias maravilhosas mas se deixam perder no exercício do Poder por vaidade absurda, inadequada, contra-producente aliando-se ao conceito comum dos que se “embriagam” na falsa impressão de Poder eterno rasgando princípios básicos, desde os primórdios da humanidade de que só a Humildade somada à solidariedade é capaz de construir longevidade de Metusalém.
A Paraíba envolvendo João Pessoa vive esta dicotomia: líderes forjados na luta, mas que renegam as etapas seguintes de apoio às lutas de quem precisa sobreviver. Só há salvação, dentro de um espectro realista dos temos modernos, quem se aniquila, se anula e se presta a mudar de postura em nome do Poder que manda desconforme em tese para beneficio da sociedade.
Ledo engano! Maria Julia (minha mãe eterna, in memorian, filósofa da vida comum) sempre me dizia: “Meu filho, quer conhecer uma pessoa, lhe dê Poder!”.
Eu rebatia, discordava, mas a sabedoria de minha mãe sempre infalível.
Que pena!

