{arquivo}Há que se distinguir: uma coisa é a população carioca, outra a elite do Rio de Janeiro que ao longo dos tempos não consegue adotar uma cultura federalista, isto é, de respeito aos outros entes federados – no caso os Estados do Brasil, quando se trata de dividir riquezas nacionais, que não são do Rio, mas que pela força da Mídia e de seus representantes políticos impõem ao País um acovardamento absurdo, a exemplo do que se dá na conjuntura atual com a distribuição dos Royalties do Pré-Sal.
Aliás, a Midia dos demais Estados precisa urgentemente repor a verdade sobre essa distribuição porque a Rede Globo e Cia falseia quando dá informações desencontradas sobre o assunto.
Como assim? É fácil de explicar: na atualidade, o Brasil distribui cerca de R$ 28 Bilhões de Royalties do petróleo. Desse total, R$ 8,5 Bi fica com o Rio de Janeiro, outros R$ 8 Bi com a União, R$ 6 Bi com Espirito Santo, mais R$ 2 Bi com o município de Campos e o restante com os demais 23 Estados do Brasil.
Esta é a conta real existente até hoje.
E o que a nova regra aprovada no Congresso Nacional e vetada pela presidenta Dilma Rousseff estabelece a partir de 2013? Também, é simples de entender.
O Rio, Espirito Santo continuam com aquela fortuna exposta acima de R$ 8, Bi, mas na nova produção do Pré-Sal, que é extraída do Alto Mar, ou seja, nem é em solo do Rio nem de Espirito Santo, o que for arrecadado será distribuído de forma mais igualitária, ou seja, se até hoje um estado como da Paraiba só recebe R$ 26 milhões passará a ter R$ 300 milhões de Royalties.
O cálculo da Paraiba serve para todos os demais estados, inclusive do Sul e do Centro, portanto, a nova partilha pode resolver de vez parte das desigualdades regionais , inclusive a questão da Educação, eliminando o egoísmo que o Sudeste, sobretudo São Paulo e Rio, impõem à historia do Brasil desde o Império.
Está na hora dos demais Estados assumirem seu papel de defesa da soberania e da igualdade federativa do Brasil.
Chega de usurpação histórica.
A POSIÇÃO DE MINAS GERAIS
Corre solto na Internet um texto sobre avaliações que Minas Gerais faz do Rio de Janeiro ao longo da história. Leiamos:
Minas Gerais carregou o Brasil e a Europa nas costas durante 150 anos,> nos ciclos do ouro e diamante! Ficaram para os mineiros os buracos e a degradação ambiental! Depois veio o ciclo do minério de ferro, até hoje principal item da pauta de exportações brasileiras, que rendeu ao Rio de Janeiro uma das maiores indústrias siderúrgicas do Brasil, a CSN, e a sede da VALE.
Curioso é que o Rio de Janeiro não produz um único grama de minério de ferro, mas recebeu a siderúrgica rendendo impostos e gerando empregos e a sede da mineradora recebendo royalties de exploração de minério.
Mais uma vez Minas Gerais carregando o Brasil nas costas e, de vinte anos para cá, ajudada pelo Pará em razão das reservas de minério de ferro descobertas nesse Estado. Outra vez ficam para os mineiros e paraenses os buracos e a devastação ambiental.
No que se refere à água, quem estudou geografia sabe que Minas Gerais é a “caixa d’água do Brasil”, aqui nascem praticamente todos os rios responsáveis pela geração de energia hidráulica e, embora a usina de FURNAS seja em MG, a sede é no Rio. Me causa estranheza essa posição de alguns cariocas/fluminenses, pois toda riqueza do subsolo, inclusive marítimo, pertence à UNIÃO.
Ao contrário do ouro, do diamante e do minério de ferro que estão sob o território mineiro, as jazidas do pré-sal estão a 400 quilômetros do litoral do Rio do Janeiro e nenhum Estado Brasileiro, inclusive o RJ , tem recursos aplicados na pesquisa, exploração e refino de petróleo, pois todo dinheiro é da UNIÃO que é a principal acionista da PETROBRAS.
Acho piada de mau gosto quando esses políticos fluminenses falam em “Estados produtores de petróleo” sabendo dessas características da exploração do petróleo e dos eternos benefícios que o RJ recebe, tais como jogos panamericanos, olimpíadas etc.
Acho um absurdo ver crianças de outras regiões mais pobres do Brasil estudando em salas de aula sem luz, sentadas duas ou três numa mesma cadeira, quando há cadeira, enquanto que a prefeitura de Macaé/RJ gasta, torra, esbanja, joga fora dinheiro pintando de cores berrantes passeios públicos!
ÚLTIMA
“Imagina o Brasil ser dividido/
e o Nordeste ficar independente…”

