Vivemos hoje e amanhã um tempo de confraternização que se tornou conhecido como “espírito natalino”. Ruas iluminadas, vitrines enfeitadas, árvores de Natal, Papai Noel, troca de presentes, mesas fartas, etc. simbolizam a comemoração do Natal no mundo ocidental. Uma festa em que famílias e amigos se reúnem para congraçamento.
O Natal passou a ser comemorado a partir do ano 350, quando o Papa Júlio I, estabeleceu 25 de dezembro como a data para festejarmos o nascimento de Jesus Cristo, apesar de não se ter a convicção de que foi nesse dia que Ele nasceu. No entanto, o sentido de religiosidade que fundamenta o Natal, com o passar do tempo foi transformado pela humanidade como um evento consumista, uma festa pagã.
Claro que devemos celebrar o Natal conforme a sua melhor tradição, mas sem esquecermos de que este deve ser também o momento para que possamos refletir sobre as mensagens do aniversariante, fazendo renascer dentro de nós a esperança de um mundo melhor, menos desigual e menos injusto.
A alegria que nos contagia nesta época, torne o ambiente das comemorações locais apropriados para compartilharmos afetos e emoções com os que estão próximos, mas que também possamos
oferecer amor, solidariedade e respeito aos que, distantes, não estão vivendo momentos felizes de suas vidas.
O espírito natalino deveria estar presente nos nossos corações e na nossa vida o ano inteiro. Deixemos que ele invada nossas almas, mas que se torne permanente todos os dias. Façamos com que esta celebração se constitua verdadeiramente na comemoração do aniversário daquele que deu sua vida para nos salvar.
Aproveito o ensejo para desejar a todos os que me prestigiam com a leitura dos textos que venho publicando no wscom, que vivam uma festa plena de alegria, mas pensando, principalmente, em reconstruir uma consciência de que podemos e devemos dar nossa contribuição para um mundo melhor, reafirmando sempre sentimentos de solidariedade cristã. Assim estaremos sendo fiéis ao motivo principal das comemorações.

