{arquivo}NATAL – Nem precisa estar tendo acesso ao segundo andar do prédio da Caixa Econômica Federal, na Avenida Epitácio Pessoa, para identificar no cenário de transição entre o Governo Agra para o Governo Cartaxo, que já surgem sinais de crise entre pessoas das duas vertentes. A primeira das turbulências deve se manifestar com a decisão a ser anunciada de que a área de Saúde não será comandada mais pela Secretária Roseana Meira. Não se trata de desprestigio, argumentam quem defende a tese, mas de relocação para valorizar a importante gestora atual da Pasta, embora isso não agrade de maneira alguma a Roseane.
Ao que parece, está faltando gestão política mais afinada entre os diversos atores partidários, lideranças e o atual agrupamento de Transição porque, pelo que se anota, a freqüência do pessoal de Agra nas reuniões já não é mais a mesma – e isso preocupa setores ligados a Luciano Cartaxo porque significa problemas políticos à vista.
Aliás, o processo inaugurado com a aliança dos Lucianos, mais Nonato Bandeira, PP, PRB, PSC, etc está precisando ser retomado na força precursora porque anda distante dos ideiais plantados lá atrás porque identificar toda uma luta fazendo partidos e lideranças se unirem só porque tinham raiva do governador Ricardo Coutinho é argumento muito frágil para uma vida mais longa, politicamente falando.
A questão de Roseane, portanto, é emblemática porque mesmo se admitindo sua competência técnica em 8 anos de gestão, certamente que a transição dessa situação para o estabelecimento de novos parâmetros de negociação e de construção da nova fase geraria dificuldades com ela à frente da Pasta diante das crises de relacionamentos existentes.
Áreas como a da Saúde precisam de repactuação, inclusive reunindo e atraindo diálogos institucionais com o Governo do Estado e as demais prefeituras da Grande João Pessoa, algo que não aconteceria com Roseana à frente porque estabeleceu a relação com RC à base do ódio e isto não resolve enquanto comando de políticas públicas. Só que isso precisa ser bem trabalhado junto a ela gerando opções relevantes em áreas afins, pois do contrário os ruídos tendem a aumentar.
Em síntese, o prefeito eleito precisa se advertir contra intrigas e partir para anunciar logo alguns dos nomes porque, quanto mais retarda mais cria clima de desconforto e desconexão entre o que representa o atual governo e o futuro comprometendo, se não houver negociação inteligente e acima das vaidades e ódios/amores pessoais, a perspectiva de consolidação de um Bloco Alternativo para a disputa do Governo do Estado em 2014.
Ou se advertem já ou a intriga tomará conta do pedaço – e isso não é nada bom porque sinalizaria que falta projeto politico superior abrigando pragmatismo e construção mais abrangente do que sentimentalismo com ódio ou amor. Política é outra coisa.
BRIGA SEM SENTIDO
Para quem gosta de fofoca política, a crise entre o governador RC e o ex-secretario Nonato Bandeira é terreno fértil para a expansão da intriga.
Do ponto-de-vista político pode até aparentar cacifar o ex-aliado do governador por se dispor ir ao confronto, mas a dados de hoje não é conjuntura interessante para eles, se tiverem juízo sereno.
ÚLTIMA
“Nada do que foi / será…”

