A reta final, Sopapos, Zé Dirceu, a Venezuela e o futuro

{arquivo}Chegamos à semana decisiva. O Brasil, com seu povo sereno, se encaminha para definir no próximo domingo os dirigentes políticos que quer ter conduzindo os quatro anos à frente. De São Paulo a João Pessoa, Fortaleza a Cuiabá são muitos candidatos e poucas vagas daí a agonia de quem vive alguma defasagem na preferência valendo de tudo para chegar lá. Mas neste resto de domingo meio chuvoso, ainda espero compreender os sopapos deste momento, o uso indevido do ex – Ministro José Dirceu, a soberania que vem da Venezuela e nosso futuro na capital que acolheu Sivuca antes do seu encantamento.

Por aqui, em nossa aldeia, Luciano Cartaxo e Cicero Lucena usam de “armas” e estratégias diferentes com o mais referenciado nas pesquisas insistindo em propostas e atos públicos proativos, na proporção inversa do senador, ex-prefeito que se expõe com aura de quem acumula experiência e, ultimamente, mete a pua no significado da atual gestão na Prefeitura e outros ataques ao candidato do PT.

A campanha de Cicero resolveu exibi-lo com este posicionamento de preparado para o cargo na inversão dos discursos querendo desqualificar Luciano Cartaxo e, como disse, pau no PT.

Isso resulta em mudanças de voto, modifica o rumo da campanha? Os marqueteiros apostam que sim, as pesquisas dizem que não, por isso têm optado diferente.

E TOME JOGO DURO

Agora, tanto em João Pessoa quanto em São Paulo o enfrentamento passa pela disputa entre PT e PSDB – coincidentemente tendo dois tucanos experimentados e dois petistas em ascensão política em seus habitats. Nos dois casos, há um sentimento de muita preocupação no ninho tucano, porque as projeções são amplamente favoráveis aos seus adversários.

O que errou, o que mudou? Serra e Cicero não encantaram até agora na mesma proporção do que já fizeram antes e, sem querer ignorar a capacidade de cada um, ao que parece se instalou um sentimento de exaustão, de super-exposição e de perdas na preferência popular.

Na capital paulista, mais do que aqui, estão apelando para tudo, até o pastor Malafaia entrou no jogo desesperado para estancar uma sangria eleitoral difícil de fazê-lo.

AINDA TEM ZÉ DIRCEU

O ex-ministro José Dirceu passou a serhá anos  para diversos segmentos da sociedade, sobretudo os anti-PT, como a Geni da música famosa de Chico Buarque. Por conta do Mensalão, no qual foi julgado culpado por diversos crimes sem uma única prova, ele serve de pretexto para invenção de toda a espécie, inclusive de seu envolvimento eleitoral este ano.

Zé Dirceu não pode participar ativamente da sucessão municipal sequer em São Paulo, da forma com que sabe e gosta porque reservou e tem reservado, como nos informou em recente contato por telefone, para se defender, unicamente se defender de acusações sem provas.

Mesmo assim, a inteligentzia repetitiva plantou nota na IstoÉ afirmando que ele estava festejando a campanha de Luciano Cartaxo e até se dispunha a trazer empresas para João Pessoa.

Poxa vida, o mundo avança e os erros crassos de sempre não desgrudam da mentira e da maldade humana!

Nem Zé Dirceu nem Luciano precisam de pretextos e necessidades para acordos inexistentes porque, pelo menos em João Pessoa, o acordo principal tem sido com quem quer manter a perspectiva de avanços – conforme as pesquisas.

Agora, que ele pode e deve festejar o resultado depois do domingo, é o mínimo como Brasileiro qualificado e antenado, como ele o é.

VENEZUELA POR OUTRO ÂNGULO

{arquivo}O Embaixador da Venezuela no Brasil, Maxumilien Arvelíz, escreveu na coluna “TENDENCIAS/DEBATES”, da Folha de São Paulo, um artigo que precisa estar nas mãos ou à frente de todos os que querem a informação plural e sem tendencionismo ideológico.

Num dos trechos, ele diz claramente: “ a mídia brasileira não admite a nossa democracia, apóia a Oposição e ataca Chavez com adjetivos elitistas de quem não conhece o País, como Populista”.

E disse mais|: “A liberdade de expressão, imprescindível na democracia, também é facilmente constatável. Os principais jornais da Venezuela hoje, o “El Nacional”, o “El Universal” e o “Últimas Noticias”, são claramente simpáticos à oposição e circulam sem qualquer censura ou boicote. Quadro similar se dá na TV e no rádio.

O que não foi divulgado em quase nenhum meio de comunicação internacional é que Capriles, cuja família é dona de uma cadeia de comunicação, teve, segundo estudo do Centro de Análise e Estudos Estratégicos Aluvión, mais tempo de propaganda eleitoral na televisão privada do que Hugo Chávez. A propaganda do presidente ocupou apenas 12% do tempo nos meios privados. A do candidato da oposição, 88%.

Vencer o desconhecimento sobre o que ocorre na Venezuela é hoje nosso maior desafio. Por isso, transmito o convite feito pelo presidente Hugo Chávez em coletiva de imprensa aos meios de comunicação nacionais e internacionais logo depois de votar: “Aos que queiram ver uma democracia pujante, sólida e madura, venham à Venezuela”. Torço para que venham livres de preconceitos e dispostos a enxergar as verdadeiras razões pelas quais Hugo Chávez foi reeleito com 55,25% dos votos.

Aliás, o Nordeste bem que poderia abrir negociações bilaterais com a Venezuela – agora membro do MERCOSUL com possibilidade concreta de novos e grandes negócios, longe da miopia ideológica.

 

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“O que brilha com luz própria/
Nada pode apagar/
Se o brilho pode alcançar/
A escuridão de outras coisas…”

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