Reta final com muitas denúncias

{arquivo}A rigor, quem puxou o clima de ataques no Horário Eleitoral, que já está terminando, foi o candidato do PMDB, José Maranhão. Foi tiro (no bom sentido) para tudo o que era lado levando seus concorrentes Cicero Lucena e Estelizabel Bezerra a engrossar o mesmo time, no caso em atacar o candidato do PT, Luciano Cartaxo, apontado como líder das pesquisas.

Aliás, de alguma forma esta era a principal intenção – atingir o candidato ascendente nas projeções.

Só que, vieram os dias, e agora são acusações para todos os lados – algumas procedendo, outras a merecer melhor exame, até porque na pressa às vezes se confunde alho com bugalho.

Depois do governador atacar seu ex-amigo Alexandre Urquiza, eis que seu Governo foi atacado pelos adversários acusando-o da mesma prática nepotista envolvendo presidente do PSB municipal de João Pessoa, Ronaldo Barbosa, cujos familiares tiveram atos do governo expostos na mídia, mas sem a decisão exigida pelo governador de mandar demitir os envolvidos.

Não parou aí. Cicero Lucena partiu forte para cima do governador ao postar filme em que programa do governo fazia benesses para jovens motoristas de forma apressada e gerando conceito de irregularidade, embora contestada pelo Detran. Mesmo assim, mais do que o ato que vai parar no TRE, tem o fato disto tudo está acontecendo às vésperas das eleições onde o governador é peça determinante, portanto envolvida, neste caso sem poder exorbitar.

Ato contínuo, Estelizabel veicula no seu programa documento expondo que no tempo da vice-governadoria o então Luciano Cartaxo teria favorecido seu bloco, Picolé de Manga, com a contratação de show de Elba Ramalho por R$ 140 mil.

De fato, Elba foi contratada pelo governo (pela PBTUR exatamente) à época mas para tocar no Muriçocas do Miramar – e não no Picolé de Manga que, com dinheiro próprio de patrocinadores teve o show advindo da iniciativa privada.

Tem mais denuncia para estourar mas, efetivamente, não tem mais efeito pretendido porque a fase final deve atrair outros valores, como a migração do voto útil para quem tem chances de segundo turno, embora os candidatos e as forças com mais dinheiro – imagina quem! – está jogando tudo para reverter o aparente irreversível.

O jogo está sujo, mas faz parte deste tempo de falta de clima para vingar as propostas mais convincentes – estas a atrair mais os eleitores, segundo estudos.

RESSONÂNCIA CONTIDA

O que difere a essência e extensividade dos ataques dos candidatos são os recursos usados por quem pode para fazer dar alto ou baixo eco às denuncias feitas.

Quem tem a caneta do erário tende a ter mais sustança sonora e de agrado também., embora muito do que seja dito não afeta o eleitor.

 

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