Diretoria da Associação Folia de Rua faz homenagem ao Dia Nacional do Maracatu nesta data

"O Maracatu é muito mais do que música e dança. É um grito de liberdade, uma celebração viva da cultura popular brasileira que preserva a memória dos nossos ancestrais africanos", diz nota

Integrantes de grupos de Maracatu durante apresentação cultural no Folia de Rua, em João Pessoa.
Foto: Hugo Muniz

A diretoria da Associação Folia de Rua soltou, neste sábado, uma nota em que “presta sua singela homenagem, nesta data, a todos os mestres, mestras, batuqueiros, batuqueiras, brincantes e guardiões desta manifestação cultural que representa um dos maiores patrimônios da cultura popular brasileira, que fortalece seus territórios”.

E acrescenta:

“Celebramos, com especial alegria, a presença e a força dos grupos de Maracatu da Paraíba. Às Calungas, Baque de Raiz, Baque Mulher JP, Coletivo Maracastelo, Filho de Seu Zé (Puxinanã), Nação Maracahyba, Maracagrande (Campina Grande), Nação Pé de Elefante, Mar de Luanda, Quilombo Nagô e Tambores do Tempo que, com dedicação, ancestralidade e resistência, não apenas enriquecem os blocos do Folia de Rua, mas também ocupam lugar de destaque no cortejo cultural do Folia de Rua, que já está no calendário oficial”.

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A diretoria ressalta que “o Maracatu é muito mais do que música e dança. É um grito de liberdade, uma celebração viva da cultura popular brasileira que preserva a memória dos nossos ancestrais africanos”.

E adiciona: “Ao som das alfaias, agogôs, caixas, gonguês e clarins, somos conduzidos a um universo onde história, religiosidade, identidade e alegria se entrelaçam em um vibrante mosaico de cores, ritmos e emoções, nos blocos do nosso querido Centro Histórico”.

Para o Folia de Rua, “defendemos que o Estado brasileiro desenvolva políticas públicas permanentes para levar o Maracatu a todos os cantos do país, elevando-o ao reconhecimento que merece como uma das mais importantes expressões da arte nacional, garantindo, assim, condições para que essa tradição siga viva e pulsante para as próximas gerações”.

E ressalta o caso estadual:

“Na Paraíba, o Maracatu conquistou identidade própria e tornou-se uma das mais importantes expressões da cultura popular do estado, dialogando com outras riquezas culturais como a ciranda, o coco de roda, o repente, a embolada e o afoxé, reverenciando a contribuição histórica”.

Lembra ainda que “o Maracatu amalgama a força das tradições africanas, especialmente os rituais de coroação dos reis e rainhas do Congo, com as expressões culturais forjadas ao longo do processo de colonização e da resistência do povo negro no Nordeste brasileiro. Por isso, permanece como um símbolo de identidade, pertencimento e luta, ocupando lugar de destaque entre as manifestações do Folia de Rua e para manter viva de geração em geração”.

E conclui:

“Neste dia de celebração, reafirmamos nosso compromisso de continuar valorizando o Maracatu em nossa programação, fortalecendo seus grupos, seus mestres e sua história, para que seus tambores continuem ecoando como símbolo de resistência, diversidade, ancestralidade e esperança”.

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